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Covid-19: Paraná confirma o primeiro caso da cepa indiana e Cascavel segue com um suspeito também

Uma mulher de 71 anos, residente no município de Apucarana, no Vale do Ivaí, com co...

02 jun 21 - 18h38 Atualizado 02 jun 21 - 18h43 Redação SOT
Covid-19: Paraná confirma o primeiro caso da cepa indiana e Cascavel segue com um suspeito também

A Secretaria de Estado da Saúde registrou nesta quarta-feira (2) o primeiro caso da cepa B.1.617 no Paraná, popularmente conhecida como variante indiana ou delta, na nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A identificação foi realizada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com amostra de um caso confirmado do Paraná.

Uma mulher de 71 anos, residente no município de Apucarana, no Vale do Ivaí, com comorbidades, apresentou os sintomas da doença no dia 19 de abril após contato com casos confirmados. Ela realizou coleta de exame RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 no dia 26 de abril. Chegou a ficar hospitalizada e teve alta.

A paciente morava com o marido de 74 anos e o filho de 58. Os três foram diagnosticados com Covid-19. O filho faleceu no dia 17 de maio. A equipe de Vigilância Epidemiológica municipal realiza acompanhamento dos familiares e contatos próximos e abriu investigação epidemiológica sobre o caso.

O Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) envia à Fiocruz, semanalmente, amostras de casos confirmados de Covid-19 para monitoramento das cepas circulantes no Estado do Paraná. O critério de seleção é aleatório e levou à identificação desse caso, que não era considerado suspeito de infecção por alguma Variante de Preocupação (VOC).

O Lacen/PR está realizando a busca de amostras confirmadas para Covid-19, com data de coleta 15 dias anteriores e 15 dias posteriores à data de coleta do exame do caso confirmado, em toda a região da 16ª Regional de Saúde, que abrange 17 municípios.

SUSPEITO – O Paraná registra ainda um caso suspeito da cepa B.1.617. Trata-se de um homem de 38 anos, residente em Cascavel, no Oeste do Estado. A amostra foi remetida à Fiocruz e aguarda o resultado o sequenciamento genômico.

Embora esteja sendo chamada de “variante indiana”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não identifica vírus ou variantes com o nome de países, mas sim com termos técnicos, de modo a evitar o estigma sobre uma população.

A OMS classificou a linhagem B.1.617 como uma “variante de preocupação” (VOC – Variant of Concern, em inglês) há uma semana. Ela é a quarta a receber essa caracterização, junto com as variantes P.1, identificada em Manaus, B.1.1.7, do Reino Unido, e B.1.351 ou 501.V2, da África do Sul.

A inclusão das cepas nessa classificação considera evidências que incluem o aumento da transmissibilidade, o agravamento da doença, a redução significativa na neutralização por anticorpos produzidos pela infecção ou induzidos pela vacinação, a eficácia reduzida das vacinas ou falhas na detecção pelo diagnóstico.

Diante de uma variante de preocupação, estratégias de saúde pública específicas podem ser necessárias, como a notificação à OMS e o estabelecimento de medidas locais ou regionais para controlar a disseminação, além do desenvolvimento de novos testes de diagnóstico, mais específicos, e até mesmo a revisão e reformulação de vacinas.

Via: Agência de Noticias do Paraná - Foto: Divulgação


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