Paraná

Cafelândia pode adotar projeto contra borrachudos

Em 2019, o Sindicato montou um comitê gestor, formado por diversas entidades, como...

20 jul 21 - 20h37 Redação SOT
Cafelândia pode adotar projeto contra borrachudos

Nesta terça-feira (20) o vereador de Cafelândia, Charles Roling, foi apresentado no Sindicato Rural de Cascavel ao projeto de combate aos borrachudos, criado de maneira pioneira em Cascavel. “Nossa intenção é implementá-lo em Cafelândia também”, disse o vereador.

Em 2019, o Sindicato montou um comitê gestor, formado por diversas entidades, como Sanepar, Unioeste, Prefeitura de Cascavel, Governo do Paraná, entre outras – além de produtores rurais da região, para resolver o problema. Diversas reuniões foram realizadas, técnicos de Londrina foram contratados e vieram prestar assessoria ao grupo, além de pesquisas realizadas sobre projetos semelhantes realizados em São Paulo e no Rio Grande do Sul. O melhor caminho encontrado foi a aplicação do BTI, produto biológico com ação exclusiva nas larvas do borrachudo.

Felizmente, os resultados registrados até agora tem sido bastante satisfatórios. A infestação diminuiu em mais de 80% e o projeto terá continuidade. Nesta etapa, mais de 50 famílias foram beneficiadas, garantindo o bem-estar da população do campo. “Depois de conhecer a fundo esses detalhes, vamos apresentar essa proposta ao nosso município”, comentou Charles.

Segundo Charles, a iniciativa é extremamente válida. “Além de levar qualidade de vida ao campo, ele também ajuda os animais, que também são severamente atacados”, disse. “Animais estressados produzem menos”, complementou Paulo Orso, presidente do sindicato.  Clair Viecelli, bióloga responsável pelo projeto, também participou da reunião. 

O produto - A aplicação do BTI teve que seguir rigorosamente as orientações técnicas para apresentar o resultado esperado. Cada proprietário rural foi encarregado de aplicar o produto que será fracionado como forma de garantir a segurança. A proliferação do mosquito aconteceu devido a um desequilíbrio ecológico e excesso de matéria orgânica no rio, além da falta de predadores naturais. 

A base do produto é uma bactéria, o bti, que mata a larva do inseto. O inseticida é diluído em água na proporção adequada e espalhado pelo riacho. Em poucos segundos, forma-se uma espuma. Segundo estudos da Embrapa, o inseticida não faz mal à saúde das pessoas, de peixes e de outros animais.

Via: Assessoria Sindicato Rural de Cascavel - Foto: Divulgação


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