Paraná

Moradora de Palotina encomenda a morte do pai fazendeiro por R$ 20 mil

De acordo com as investigações, pai e filha não tinham uma relação próxima e ela es...

19 nov 21 - 23h43 Atualizado 19 nov 21 - 23h44 Redação SOT

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta quinta-feira (18), Dayane Claudino Miranda Marcos, filha de um produtor rural que foi assassinado no dia 23 de setembro deste ano. A investigação apontou que a mulher e o marido dela, Tiago da Rosa Marcos, foram os mandantes do crime, motivado pela herança da família. Ele foi preso no dia 20 de outubro.

A mulher, moradora de Palotina, no sudoeste do estado, é considerada a principal suspeita de ter mandado matar o pai fazendeiro, que morava no Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu no dia 23 de setembro deste ano e, segundo as investigações, foi motivado por um suposto abuso acontecido no passado.

De acordo com as informações apuradas, além da filha, o genro, o primo do genro e outras duas pessoas estão envolvidas no crime. As investigações apontam que a mulher e o marido têm enfrentado uma crise financeira e que, o pai e a filha, não tinham um contato próximo já há um tempo.

Em relação a suspeita de abuso, a polícia afirma que ainda não há nada concreto sobre. Além disso, a polícia já sabe que o casal pagou R$ 20 mil para a execução do fazendeiro, de 57 anos. As imagens das câmeras de segurança estão sendo fundamentais para a resolução do crime.

O Assassinato - A vítima estava na companhia de sua família quando recebeu os disparos. Toda a ação dos criminosos foi filmada por câmeras de segurança, onde é possível observar quando dois homens chegam no local em um carro Monza, de cor prata.

Um dos autores desce do carro e caminha calmamente para dentro do barracão enquanto o outro fica no veículo, mas minutos depois o motorista acaba descendo do carro também.

Após os tiros, os homens correm. O fazendeiro foi atingido no rosto, abdômen, tórax e mãos. Ele foi socorrido e levado para o hospital da cidade, mas acabou falecendo.

Os pistoleiros abandonaram o carro que usaram no crime próximo a um assentamento. Durante a fuga, a dupla fez um motorista refém e o obrigaram a dirigir até a cidade onde fugiram a pé.

Por herança, produtor rural é morto a mando de filha e genro, aponta polícia de MS

A investigação concluiu que o crime foi planejado pelo casal, sendo que o primo do genro da vítima teria envolvimento e foi o responsável por procurar o pistoleiro, oferecendo o valor de R$ 20 mil para cada um pelo crime. No dia 21 de setembro, o primo trouxe os dois pistoleiros até a cidade de Naviraí que, segundo um dos acusados seria o dia em que o crime iria acontecer.

Porém, o primo teve a moto apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e precisou encontrar uma quarta pessoa para ajudar na fuga. Já na cidade de Naviraí foi realizado contato com o responsável em dar fuga aos pistoleiros, que recebeu R$ 5 mil pelo crime.

Para não levantar suspeitas todos passaram a noite do dia 22 para o dia 23 (dia do crime) na cidade de Itaquiraí, no interior de Mato Grosso do Sul, e esperaram o primo do genro levar o veículo da cidade de Palotina até a cidade de Itaquiraí, onde entregou os veículos aos pistoleiros, que realizaram o assassinato.

Conforme apurado pela investigação, os pistoleiros não chegaram a receber pelo crime, sendo que o único pagamento até então foram as armas usadas e um veículo, apreendido no Paraná.

Segundo outra filha da vítima, Nathaliê Claudino Miranda, 21 anos, a irmã estava afastada dos pais, desde agosto de 2020, devido a problemas familiares. “A gente já imaginava que fosse o marido da minha irmã, mas não imaginava que ela tivesse envolvimento. Só que conforme tudo foi acontecendo, quando eles chegaram no hospital, sabe quando você vai sentindo as pessoas? Eu fui observando muito minha irmã e ficamos desconfiados. E quando o marido dela foi preso, a gente achou que ela teria outra postura, mas ela continuava do lado dele”, explica Nathaliê.

A família morava anteriormente em Guaíra, no estado do Paraná, onde a irmã continuava residindo, mas há 5 anos decidiram se mudar para Naviraí, no interior de Mato Grosso do Sul. “Foi um choque, porque é pai, é pai dela e meu pai, e ele sempre foi um cara maravilhoso, sempre procurou dar o melhor para a gente. Ela não viu, não deu valor. Ela tem duas filhas, e como mãe, não pensou em nenhum momento nas filhas”, pontua.

Via: RicMais/Midiamax/G1/msnoticias - Foto: Divulgação


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