Cascavel

"Alguém te espera": Que posturas você está tomando no trânsito para retornar bem e deixar retornar?

No Dia Nacional da Paz no Trânsito, Município e órgãos de segurança e trânsito conc...

19 abr 22 - 18h49 Atualizado 19 abr 22 - 18h50 Redação SOT
"Alguém te espera": Que posturas você está tomando no trânsito para retornar bem e deixar retornar?

Quando você põe o pé na rua para realizar qualquer tipo de atividade, chega a refletir se irá ou não voltar ou, de que maneira vai voltar? Não importa o meio de locomoção, a pé, de carro ou moto, patinete ou bike, qualquer que seja o transporte, há um risco real de um retorno seguro não acontecer e uma fatalidade mudar destinos em instantes e para sempre... E o que você está fazendo para poder voltar em segurança para aqueles que te esperam e contribuir para que os que transitam à sua volta possam fazer o mesmo?

Esta reflexão que o Município de Cascavel está promovendo para este 21 de abril - data que o Brasil marcou no calendário como “Dia Nacional da Paz no Trânsito”, é uma bandeira que Cascavel quer manter hasteada de forma permanente, por meio de mais um projeto de educação e de cidadania. 

Visando chamar novamente a atenção da comunidade para esta temática, uma ação conjunta apoiada pelo Cotrans (Comitê Intersetorial de Prevenção de Acidentes de Trânsito de Cascavel)/PVT (Programa Vida no Trânsito), será lançada nesta quarta-feira (20), a partir das 18 horas, com objetivo de continuidade já programada para o próximo mês, quando se realiza o “Maio Amarelo” e, na sequência, com ações permanentes.

De acordo com a presidente da Transitar, Simoni Soares, em conjunto buscou-se uma metodologia para atrair para a causa o condutor jovem, que tem maior flexibilidade para mudar hábitos. Na sequência, será intensificado o trabalho de educação de trânsito também com crianças e adolescentes na rede de ensino, paralelamente aos demais projetos da Transitar.

“A data nacional nasceu com o propósito de incentivar a tolerância, a gentileza e o respeito entre condutores e pedestres e nosso foco local é continuar apostando na educação como uma ferramenta que pode mudar este cenário de intolerância crescente, sensibilizando para que os jovens sejam multiplicadores de boas atitudes, ajudando a construir um trânsito mais seguro e pacífico para todos”, enfatiza Simoni.

Uma perda para refletir em conjunto - Tragédia recente de repercussão nacional, a morte do jovem Ailson Ortiz no mês de março após um desentendimento no trânsito é um dos casos que será lembrado durante o ato desta quarta-feira, que conta com apoio e participação da família, a qual deseja fazer da perda uma maneira de motivar reflexão coletiva. “Nosso desejo é que a repercussão acerca da morte de um jovem por uma banalidade de trânsito não seja em vão, mas que tenha um propósito muito maior, seja nos ajudando a refletir e repensar sobre nossas atitudes cotidianas, como também possibilitando a criação de estratégias de conscientização para maior compreensão com o outro”, enfatiza Rafaela Ortiz, prima do jovem, que participa em conjunto com a Transitar em um projeto de conscientização e respeito no trânsito.

Projeto de Lei propõe tornar infração a briga no trânsito - Conflitos no trânsito como o que vitimou Ailson, em Cascavel, vêm causando tragédias em todo o Brasil, o que motivou a proposição de um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados com a intenção de tornar infração de trânsito o ato de parar o veículo para brigar em via pública. A penalidade seria a suspensão direta do direito de dirigir.

Conforme o corpo do projeto, que atualmente está na Comissão de Viação e Transportes, “toda limitação da liberdade dos motoristas e proprietários de veículos tem o intuito de proteger vidas, como fica evidenciado em obrigações como as de usar cinto de segurança e capacetes, para motociclistas, e limitações de velocidade. No entanto, relatos de brigas no trânsito tem se tornado cada vez mais comuns, mais violentas e em muitos casos resultando em mortes. Em 2019, pelo menos 39 pessoas morreram assassinadas: 23 por arma de fogo a partir de uma situação de trânsito. Vítimas não só de tiros, como também brigas, facadas e até atropelamento proposital”.

Por mais empatia e respeito no trânsito - A encarregada do setor de Educação de Trânsito e Cidadania da Transitar e coordenadora do Cotrans/PVT de Cascavel, Luciane de Moura, reforça que a convivência no trânsito requer, além do respeito às leis e normas, cuidados com o fator emocional. “Existem leis que devem ser respeitadas e todos devem se esforçar para cumpri-las e evitar acidentes; por outro lado, existem fatores como respeito, empatia e compreensão que também precisam ser considerados no dia a dia, pois todo somos humanos e podemos falhar em algum momento. Quando entendemos o erro do outro, podemos num outro momento também ser respeitados. É uma troca de gentilezas”, enfatiza.

Violência no trânsito x saúde pública - O trânsito por si só já é um ambiente de risco e cujos reflexos impactam diretamente na saúde e na economia, uma vez que acidentes geram traumas, demandam leitos hospitalares além de indenizações por invalidez e morte. Aliado à imprudência e intolerância, elevam estatísticas todo dia.

Neste sentido, o Ministério da Saúde lançou no início da abril, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, um projeto tecnológico para integrar e compartilhar informações sobre lesões por violências e acidentes. Batizada de Trauma (Tecnologia de Rápido Acesso Unificado para Mitigação da Acidentalidade) a proposta formará uma base de dados unificada e atualizada em tempo real para apoiar o atendimento, a gestão, subsidiar melhorias no atendimento e embasar políticas públicas.

Esse projeto que surgiu no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) terá como protocolo padrão o envio e a consulta das informações sobre o atendimento a traumas, o que possibilitará a criação de painéis de gestão com informações mais qualificadas.

Via: Portal do Município de Cascavel - Foto: Divulgação


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