Paraná

Quais são as rodovias da região que devem ser pedagiadas após concessão

O Governo Federal informou que iniciou os estudos para a implantação do novo modelo...

12 out 20 - 09h50 Atualizado 12 out 20 - 09h52 Redação SOT
Quais são as rodovias da região que devem ser pedagiadas após concessão

O novo modelo de concessão de pedágios no Paraná, que está sob discussão, prevê a implantação de novos pedágios em rodovias estaduais e federais.

O atuais contratos com as concessionárias, do chamado Anel de Integração, terminam em novembro de 2021, e a responsabilidade pelas concessões, que atualmente são do governo estadual, deve voltar ao Governo Federal.

O Governo Federal informou que iniciou os estudos para a implantação do novo modelo de pedágio para o estado.

Segundo a proposta analisada, o novo modelo promete mudanças em relação em relação ao contrato atual. O Paraná tem atualmente 2,5 mil quilômetros de rodovias pedagiadas em seis lotes.

A nova concessão deve ter cerca de 3,8 mil quilômetros de rodovias pedagiadas divididos em até oito lotes. Alem dos atuais 2,5 mil quilômetros das concessões, outros 1,3 mil quilômetros devem ser pedagiados, entre rodovias federais e estaduais.

Segundo a proposta, os novos trechos que serão pedagiados são:

Rodovias estaduais

PR-323 - entre Maringá e Guaíra;

PR-280 - entre Francisco Beltrão, Pato Branco e Palmas;

PR-092 - entre jaguariaíva e Santo Antônio da Platina;

PR-445 - entre Mauá da Serra e Londrina.

Rodovias federais

BR-163 - entre Guaíra, Cascavel e Barracão;

BR-453 - entre Santo Antônio da Platina e Ibaiti.


Preço do pedágio

O governo federal estuda o modelo mais adequado, mas já se manifestou pelo chamado modelo híbrido. Na licitação, neste formato, o governo impõe um preço máximo de desconto no valor da tarifa e, em caso de empate, o vencedor é o que oferece a maior outorga, ou seja, a maior quantidade de dinheiro a ser pago ao governo.

O valor do desconto ainda não foi definido. O novo contrato prevê mais de 2,4 mil quilômetros de duplicação, e 14 novos contornos.

"Nós queremos o maior desconto possível, mas nós queremos também as obras. É possível que o desconto seja maior, com o desconto de algumas obras, mas os paranaenses querem as obras", disse Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e logística.

Os deputados estaduais do Paraná e o setor produtivo do estado já se manifestaram contra o modelo defendido pelo Governo Federal. Os dois defendem que a concessão seja pelo menor preço.

Neste formato, vence a licitação quem oferecer o maior desconto e garantir a execução das obras nas estradas. Para a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), neste modelo, as tarifas podem ficar até 50% mais baratas.

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) destacou que o novo modelo de pedágio, seja ele qual for, precisa representar um preço bem mais barato.

Para os motoristas, que rodam as estradas do estado, e durante duas décadas pagaram o pedágio mais caro do país, chegou a hora de discutir e chegar a uma tarifa justa.

"Acharia um preço justo, se fosse pelo menos R$ 10, esse é preço justo, mas vinte e poucos reais é muito dinheiro", diz um dos motoristas que utilizam o serviço.

Via: Redação/Portal de Beltão - Foto: Divulgação


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