Cascavel

Manifesto em defesa da vida será lançado por mais de 500 entidades e personalidades de Cascavel

O lançamento ocorrerá através de transmissão ao vivo, a partir da página do Fórum S...

23 mar 21 - 21h12 Redação SOT
Manifesto em defesa da vida será lançado por mais de 500 entidades e personalidades de Cascavel

Entidades e personalidades lançam nesta quarta-feira (24) um Manifesto em Defesa da Vida (CONFIRA AO FIM DA NOTA O MANIFESTO NA ÍNTEGRA). O lançamento ocorrerá através de transmissão ao vivo, a partir da página do Fórum Sindical de Cascavel no Facebook.

O documento, que conta com mais de 500 assinaturas, alerta para a gravidade da situação que o município de Cascavel enfrenta diante da pandemia do novo coronavírus e declara: “Não há alternativa para a reversão da disparada de contaminações e óbitos sem um Lockdown Nacional de 21 dias (amparado pelo auxílio emergencial, garantia de emprego e apoio público aos pequenos comerciantes), como praticamente todos os epidemiologistas têm indicado”.

O Manifesto reforça que, na ausência de uma política nacional, é urgente a adoção de medidas mais rigorosas e amplas em defesa da vida. Desta forma, pontua quatro questões fundamentais: vacinação para todos; medidas sanitárias de contenção do vírus; lockdown nacional; e auxílio emergencial de R$600. 

LINK DE ACESSO À TRANSMISSÃO DO LANÇAMENTO DO MANIFESTO EM DEFESA DA VIDA: https://www.facebook.com/1889732231052185/posts/6172870679404964/ 

Manifesto

A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR - Em decorrência da covid-19 vivemos um momento dramático em todo país, com devastador aumento do número de mortes diárias e colapso sanitário que se espalha por todos os Estado da Federação. Embora representemos apenas 2,75% da população mundial, nosso país concentrou nos últimos dias 25% dos óbitos mundiais. O quadro nacional se reproduz com intensidade ainda maior no Paraná, que registra mais de 3.600 óbitos nos primeiros 23 dias de março, com crescimento da média móvel superior a 40% a cada semana. Cascavel já ultrapassa 150 mortes confirmada por Covid-19 para cada cem mil habitantes, índice que já é superior à média nacional e quatro vezes maior que a média mundial.

Em um ano de Pandemia, o conhecimento científico sobre o novo coronavírus avançou rapidamente: foram descobertas as formas principais de contágio; foram estabelecidos protocolos sanitários efetivos; foi mapeado a sequência genética completa do vírus; e sobretudo, foram descartadas com base em centenas de pesquisas realizadas agentes farmacológicos que não previnem ou curam a covid-19. No entanto, ao invés de seguir as orientações consolidadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos cientistas e profissionais mais qualificados da área da saúde e com experiência em epidemiologia, o Presidente da República, reiteradamente, negou a gravidade da pandemia e continua se opondo à adoção de qualquer medida concreta de combate à pandemia. 

A insistência em atingir a imunidade coletiva, estimulando a contaminação, acompanhado do não uso de máscaras e estimulando aglomerações, repercutiu no comportamento dos brasileiros, resultando na disseminação não controlada do vírus e no surgimento de novas variantes que hoje assolam o país. A P1, variante brasileira do vírus, é mais transmissível e também mais agressiva, produzindo a reinfecção dos que já tinham sido contaminados, produzindo na maior parte dos pacientes um agravamento mais rápido e mais intenso, inclusive de pacientes jovens e sem comorbidades, incluindo crianças e adolescentes. 

Não bastasse isso, o Presidente recusou a compra das vacinas, quando estas estavam disponíveis, fato que nos colocou no final da fila e impacta diretamente na nossa atual falta de vacinação. Portanto, a persistente recusa do Presidente em promover a educação da população (com campanhas nacionais educando o uso correto das máscaras, por exemplo) e de medidas nacionais voltadas ao isolamento social, produziram a trágica situação atual, sem perspectivas de melhoras.

O incentivo à adoção de medicamentos comprovadamente ineficazes, que inclusive vêm sendo distribuídos gratuitamente em Cascavel, tem dois efeitos negativos graves: os efeitos colaterais, produzidos pelo seu uso continuado e a disseminação da falsa percepção de proteção. É sabido que grande parcela dos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e que foram a óbito nas últimas semanas fizeram o uso dos medicamentos do chamado “tratamento precoce”, prova concreta da ineficácia dos mesmos.

A maior parte dos países do mundo vem reduzindo expressivamente o número de óbitos, com base na combinação entre medidas mais rigorosas de isolamento social e aceleração da vacinação. Sem a utilização de cloroquina ou ivermectina, a média móvel de óbitos diários no mundo (excluído o Brasil) caiu pela metade, de 13.300 no final de janeiro para 6.500 hoje, enquanto no Brasil, com a generalização do uso do “tratamento precoce”, passamos de 700 no início de janeiro para mais de 2.400.

Neste contexto, não há alternativa para a reversão da disparada de contaminações e óbitos sem um Lockdown Nacional de 21 dias (amparado pelo auxílio emergencial, garantia de emprego e apoio público aos pequenos comerciantes), como praticamente todos os epidemiologistas têm indicado. Na ausência de uma política nacional, é urgente a adoção de medidas mais rigorosas e amplas em defesa da vida.

Via: Assessoria Fórum Sindical de Cascavel - Foto: Divulgação


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