31 de julho de 2026

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A guerra e a crise dos fertilizantes

Em um cenário de instabilidade geopolítica, essa elevada dependência amplia a volatilidade do setor produtivo brasileiro.

Publicado em 31/07/2026 às 10:09 | Por: Vandré Dubiela


A guerra e a crise dos fertilizantes

@ Divulgação

A escalada das tensões no Oriente Médio, intensificada após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã, volta a deixar vulnerável o agronegócio brasileiro. A instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, pode comprometer o abastecimento de insumos e elevar os custos de produção da próxima safra. Como o Brasil mantém produção agrícola durante todo o ano, os fertilizantes destinados às lavouras de soja, milho, trigo e feijão precisam ser adquiridos ainda no segundo semestre. Com a incerteza sobre o abastecimento, os preços tendem a subir e o mercado pode registrar retração entre 10% e 20%. A preocupação é ainda maior porque o País depende de importações para suprir entre 85% e 90% da demanda interna de fertilizantes. Em um cenário de instabilidade geopolítica, essa elevada dependência amplia a volatilidade do setor produtivo brasileiro.


Turra na OCB

Mais uma paranaense acaba de reforçar o time da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Trata-se de Salatiel Turra, que até então ocupava o cargo de analista de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar, respondendo pelas áreas de Crédito e Seguro Rural. Na OCB, ele também atuará na área dedicada ao crédito rural. Antes da Ocepar, Turra foi servidor público da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) por 12 anos, onde exerceu a função de chefia do Departamento de Economia Rural, entre 2019 e 2022.


“Trigodependência”

A chamada "trigodependência" volta a ganhar força no Brasil. Embora o avanço da pesquisa e da produção de trigo tropical tenha reduzido gradualmente a necessidade de importações, o País ainda está longe da autossuficiência. Em 2026, a combinação de baixa rentabilidade, custos elevados, restrições de crédito e a ameaça de um forte El Niño desestimula o plantio em praticamente todas as regiões produtoras. No Paraná, líder nacional na cultura, a área semeada deve recuar cerca de 12%. A menor produção nacional tende a ampliar a dependência do trigo importado, principalmente da Argentina, justamente em um cenário de maior instabilidade climática e volatilidade dos preços internacionais. Especialistas alertam que o encolhimento da oferta interna reforça um desafio histórico para a segurança alimentar brasileira e evidencia a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a produção nacional.


FEAPR, 80 anos

A FEAPR (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná) lançou oficialmente a programação comemorativa pelos seus 80 anos de fundação, que serão celebrados em 29 de maio de 2027. Durante o 8º Encontro Paranaense de Entidades da Agronomia, em Curitiba, foi apresentado o selo alusivo à data, simbolizando a trajetória da entidade na valorização da agronomia e no desenvolvimento da agropecuária paranaense. A cerimônia reuniu autoridades, lideranças do Sistema Confea/Crea, representantes da Ocepar, Mútua-PR e entidades da classe. O presidente da FEAPR, Engenheiro Agrônomo Cesar Veronese, destacou que o selo representa oito décadas de compromisso com a valorização dos engenheiros agrônomos. A programação inclui o Congresso Paranaense de Engenheiros Agrônomos, o Prêmio FEAPR de Agronomia, eventos estaduais e será encerrada, em maio de 2027, com um jantar comemorativo.


Patrulha Rural 4.0

O programa Patrulha Rural Comunitária 4.0 no Paraná já conta com 42 mil propriedades cadastradas. A iniciativa é do Sistema FAEP e a Secretaria de Estado da Segurança Pública. O programa tem fortalecido a segurança no campo ao ampliar o patrulhamento das áreas rurais, realizando visitas técnicas às propriedades, identificando vulnerabilidades e orientando os produtores sobre medidas preventivas. Além de reduzir os índices de criminalidade, o programa aproxima as forças policiais das comunidades rurais. Segundo a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Edivânia Picolo, a Patrulha Rural Comunitária garante mais tranquilidade para o produtor trabalhar, protege máquinas, equipamentos e benfeitorias e consolida uma rede de prevenção construída em conjunto com os agricultores.