04 de junho de 2026

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O que há por trás da restrição da UE

É o recado bem claro do bloco de agricultores europeus, cobrando do governo que torne mais severas as decisões protecionistas. “Os nossos produtos chegam lá com muito mais competitividade e preço menor”, disse Lupion.

Publicado em 26/05/2026 às 11:00 | Por: Vandré Dubiela


O que há por trás da restrição da UE

@ Divulgação

As novas exigências da União Europeia sobre antimicrobianos desafiam a avicultura, mas o setor no Paraná demonstra solidez. Em nota, o Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Agrícolas do Paraná), em consonância com o posicionamento da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), reiterou total confiança nos rígidos protocolos de biosseguridade e rastreabilidade brasileiros, que cumprem integralmente as normas europeias. Para as entidades, não há motivo para alarde imediato: eventuais medidas só entram em vigor em setembro. É o momento de o Brasil reafirmar sua liderança e a excelência sanitária de sua proteína frente ao mercado global. O anúncio da suspensão ocorre por questionamentos sobre o uso de antibióticos nos animais, que não estariam de acordo com as regras da União Europeia. Na ótica do deputado federal paranaense Pedro Lupion, presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a decisão é meramente política, e não sanitária. É o recado bem claro do bloco de agricultores europeus, cobrando do governo que torne mais severas as decisões protecionistas. “Os nossos produtos chegam lá com muito mais competitividade e preço menor”, disse Lupion.


Supremacia das penas

Para 2026, o setor de proteína animal projeta recordes históricos. Para a ABPA, a produção deverá atingir a marca de 15 milhões de toneladas de carne de frango. De tudo o que é produzido no Brasil, 35% cruzam os mares para atender à demanda do mercado internacional. Estimativas dão conta de que serão exportadas 5,5 milhões de toneladas para 150 países. Os principais destinos são China, Japão e Oriente Médio. E o Brasil só consegue esse feito graças ao trabalho exemplar dedicado à biossegurança em todas as etapas da produção. O Paraná é o maior produtor de carne de frango do planeta. No ano passado, foram mais de 5 milhões de toneladas produzidas. O frango também caiu no gosto dos brasileiros, com o consumo per capita atingindo uma média de 47 quilos por ano.


O temido El Niño

O clima voltou ao centro da economia brasileira. Mais uma vez, com potencial para pesar diretamente no bolso do consumidor. Em 2026, a inflação ganha novos protagonistas: o avanço do El Niño e a crescente instabilidade geopolítica internacional. A combinação entre calor extremo, alterações no regime de chuvas e pressão sobre combustíveis e fertilizantes preocupa o agronegócio e o mercado financeiro. As projeções indicam um cenário semelhante ao observado entre 2023 e 2024, quando enchentes históricas no Sul e estiagens severas no Centro-Oeste comprometeram safras e elevaram os custos de produção. Agora, o temor é de um novo efeito cascata. O excesso de umidade ameaça culturas como arroz e trigo, enquanto ondas de calor acima de 30 graus reduzem a produtividade agrícola e afetam diretamente a pecuária, a produção de leite e a suinocultura.


Vem aí a 45ª Expovel

E já começaram os preparativos para mais uma edição da 45ª Expovel (Exposição e Feira Agropecuária de Cascavel). Recentemente, a Sociedade Rural do Oeste do Paraná se reuniu para começar a definir os primeiros detalhes. Um projeto em 3D foi apresentado na reunião da diretoria, mostrando como deverão ficar os setores distribuídos no Parque de Exposições Celso Garcia Cid. Certo é que a Expovel ocorrerá na semana de aniversário do Município, entre os dias 11 e 15 de novembro. Inclusive, o tradicional corte do bolo será em uma das ruas do parque, durante a exposição.


A cadeira 16 

A cadeira 16 da Academia Paranaense de Medicina Veterinária recebeu seu mais novo ocupante: o agropecuarista e médico-veterinário Lindonez Rizzotto, pioneiro ao fundar a primeira clínica veterinária de Cascavel. A solenidade de posse ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Atualmente, ele responde pela Padrão Beef. Ao colunista, ele resumiu esse momento em uma frase: “É o reconhecimento do que realizei nos quase 50 anos de profissão”. A Academia Paranaense de Medicina Veterinária foi fundada em 1999. Em 1984, Lindonez fez parte do Ministério da Agricultura, atuando como auditor fiscal ao longo de 33 anos.