Paraná

Pesquisadores debatem os impactos da pandemia no ensino superior

A ação, que reúne 45 pesquisadores de diferentes áreas, tem o objetivo de debater e...

05 mai 21 - 00h28 Redação SOT
Pesquisadores debatem os impactos da pandemia no ensino superior

O primeiro dia do evento online “Retorno seguro às aulas presenciais. É possível?”, aconteceu nesta terça-feira (4). Ele é promovido pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em parceria com a Comissão de Especialistas em Covid-19, Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e as universidades estaduais do Paraná.

A ação, que reúne 45 pesquisadores de diferentes áreas, tem o objetivo de debater e atualizar informações a respeito da Covid-19, eficácia das vacinas, protocolos de segurança para o retorno das aulas presenciais, além dos impactos sociais e educacionais da pandemia no Paraná.

Durante a cerimônia de abertura, os reitores das sete universidades estaduais destacaram o empenho das instituições em mais de um ano de combate à pandemia, com medidas de prevenção, pesquisas científicas e ações afirmativas de apoio a estudantes que não possuem acesso à internet e aparelhos eletrônicos, como telefones e notebooks.

“Esse debate é de fundamental importância para auxiliar, de maneira técnica e científica, as ações das universidades no que diz respeito ao calendário acadêmico”, disse o superintendente da Seti, Aldo Bona. “Guiados pelo grupo de especialistas e pela opinião dos pesquisadores, as instituições podem reorganizar a sua rotina acadêmica”.

Ele destacou também que o Governo do Estado, por meio de decreto, definiu que o retorno presencial das aulas nas universidades deve ser estabelecido pelo colegiado de curso de cada instituição, em respeito à autonomia universitária e às condições epidemiológicas de cada região.

Para a coordenadora da UVPR, Maria Aparecida Crissi Knuppel, o evento foi criado para debater questões importantes relacionadas ao papel das universidades no período pós-pandemia. “Vamos discutir protocolos de saúde, de segurança e mudanças que são necessárias frente aos desafios que a sociedade vive”, disse.

DEBATE – Os dois primeiros painéis reuniram especialistas para dialogar sobre informações atualizadas a respeito da Covid-19 e a eficácia das vacinas aplicadas no Brasil.

O professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Henrique Carnevalli, apresentou aspectos sociais e econômicos que foram influenciados e alterados em virtude da doença.

“A pandemia acentuou a fome de forma significativa, escancarando desigualdades que já existiam na nossa sociedade. Também tivemos o aumento de muitos casos de violência, principalmente a violência doméstica”, disse Carnevalli. “No aspecto educacional, o grande desafio foi o acesso à internet de forma igualitária e a utilização das novas tecnologias nas metodologias de ensino”.

Sobre os imunizantes, os participantes debateram a importância do avanço rápido da vacinação. No Paraná, 1 milhão de pessoas estão com o esquema vacinal completo, ou seja, receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19.

O total de paranaenses vacinados com as duas doses equivale a quase 10% da população do Estado, estimada pelo Ranking de Vacinação, e a 21% das pessoas que fazem parte dos grupos prioritários previstos no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

“As vacinas que foram liberadas pela Anvisa são seguras e eficazes, devemos confiar nos imunizantes que estão disponíveis no Brasil, tomando as duas doses necessárias”, alertou a professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Elisangela Gueiber Montes.

Na segunda etapa da programação, os assuntos escolhidos para as mesas de debate foram o retorno das aulas presenciais e os aspectos legais das restrições individuais impostas pelo isolamento social.

Para a pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’Ana, o avanço da vacinação é essencial para decidir sobre o retorno presencial. “Para acontecer o retorno das atividades de forma presencial é preciso ter embasamento científico e segurança sanitária, isso depende da vacinação em massa e da queda dos índices de contaminação e óbitos”, acrescentou.

Via: Agência de Noticias do Paraná - Foto: Divulgação


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