Alexandre de Moraes pede prisão preventiva de suplente de vereador de Cascavel
Embora Léo Índio não estivesse expressamente proibido de sair do Brasil, seus passaportes haviam sido cancelados.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, por envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A decisão atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que argumentou que o réu descumpriu medidas cautelares ao deixar o país e se refugiar na Argentina.
Embora Léo Índio não estivesse expressamente proibido de sair do Brasil, seus passaportes haviam sido cancelados. No entanto, ele ingressou na Argentina utilizando apenas o documento de identidade, aproveitando as regras do Mercosul que dispensam passaporte para viagens entre países do bloco. O ministro Moraes destacou que a fuga foi comprovada pelo documento de permanência provisória do réu no país vizinho, válido até junho de 2025.
Na última semana, Léo Índio enviou um vídeo à rádio Massa FM, de Cascavel, afirmando estar há quase um mês na Argentina e expressando receio de ser preso ao renovar sua permissão de estadia. Ele também criticou partidos de direita, como o PL e o Republicanos, por não avançarem com projetos de anistia para os acusados pelos atos de vandalismo em Brasília.
Na quinta-feira (27), o STF já havia negado um recurso da defesa de Léo Índio e manteve a decisão de abrir uma ação penal contra ele. Com a nova ordem de prisão, ele pode ser detido a qualquer momento para garantir a aplicação da lei penal.
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