12 de fevereiro de 2026

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Política

Pitacos! Bastidores fervem no Paraná: retorno político, trocas no poder e decisões

Movimentações partidárias, mudanças no Executivo, decisões judiciais e repasses bilionários redesenham o tabuleiro político do Paraná.

Pitacos! Bastidores fervem no Paraná: retorno político, trocas no poder e decisões
© Divulgação

Os bastidores da política paranaense ganharam novos contornos nos últimos dias, com articulações que indicam possíveis retornos partidários, mudanças estratégicas no primeiro escalão municipal, decisões judiciais de alto impacto e movimentações relevantes nos tribunais superiores, em um cenário que já projeta reflexos diretos nas eleições.

Durante o Show Rural, em Cascavel, circulou entre lideranças políticas a informação de que um ex-deputado estaria em processo de retorno ao partido que deixou para disputar o último pleito. A presença do deputado federal Pedro Lupion, presidente estadual do Republicanos, não teria se restringido à agenda oficial do evento. Nos bastidores, a leitura é de que o encontro também serviu para alinhar a volta de Pacheco à sigla, movimento que pode reposicionar forças dentro do partido no Estado.

No âmbito municipal, a administração de Cascavel vive ajustes finais no alto escalão. Já é tratada como certa a ida do vereador Carlos Xavier, atualmente no Republicanos, para a chefia da Casa Civil do prefeito Renato Silva, do PL. A mudança deve provocar impacto direto na Câmara Municipal, especialmente na disputa pela Mesa Diretiva prevista para o fim do ano. Com a saída de Xavier do Legislativo, o suplente Carlinhos Oliveira assume a vaga, enquanto a liderança do Governo na Casa segue indefinida.

Na esfera estadual, a Assembleia Legislativa do Paraná passou a ser comandada interinamente pela deputada Flávia Francischini, do União Brasil. Primeira vice-presidente da Casa, ela substitui Alexandre Curi, do PSD, que permanece em viagem internacional até o dia 23 de fevereiro. Durante o período, Flávia responde pelas sessões plenárias, decisões administrativas e pela representação institucional do Legislativo.

O Judiciário também protagonizou decisões relevantes. O Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido do PT para suspender o processo de privatização da Celepar. A decisão mantém o leilão marcado para o dia 17 de março, na B3, após o desembargador Coimbra de Moura entender que não houve irregularidades na liberação feita pelo Tribunal de Contas. O partido já sinalizou que deve recorrer e também tenta barrar a venda no Supremo Tribunal Federal.

No campo das finanças públicas, os municípios brasileiros recebem o primeiro decêndio do Fundo de Participação dos Municípios. Ao todo, são R$ 13,47 bilhões líquidos distribuídos entre 5.569 cidades, já com o desconto do Fundeb. Em valores brutos, o repasse chega a R$ 16,84 bilhões, com crescimento nominal acumulado de 8,03% no ano, aliviando o caixa das prefeituras neste início de exercício.

No cenário partidário nacional, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou a mudança de nome do Partido da Mulher Brasileira, que passa a se chamar O Democrata. A decisão foi unânime e seguiu o voto do relator, ministro André Mendonça, que considerou inexistente qualquer risco de confusão com outras siglas, já que a proteção ao nome do antigo DEM não está mais em vigor.

Encerrando a semana, o Superior Tribunal de Justiça entrou no centro das atenções após o ministro Marco Buzzi pedir afastamento do cargo por 90 dias. O magistrado é alvo de investigações no Conselho Nacional de Justiça por denúncias de importunação sexual. Ele nega as acusações, apresentou licença médica para tratamento psiquiátrico e afirma que irá comprovar sua inocência nos procedimentos em andamento, enquanto o CNJ apura mais de uma reclamação disciplinar.

O conjunto de movimentos reforça um período de intensa reorganização política e institucional no Paraná e no país, com decisões e articulações que já projetam efeitos diretos no cenário eleitoral e administrativo dos próximos meses.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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