Mulher foge de carro e pede socorro em pedágio; motorista embriagado é preso pela PRF no Paraná
Vítima pulou de veículo em movimento na BR-376 para escapar de ameaças; condutor estava bêbado, sem CNH e foi preso em flagrante
Uma ocorrência registrada na noite deste domingo, 15 de fevereiro de 2026, mobilizou a Polícia Rodoviária Federal após uma mulher desembarcar em fuga de um veículo e pedir ajuda na praça de pedágio da BR-376, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso chamou atenção pelo desfecho rápido da ação policial e pelos crimes constatados no local.
Por volta das 19h40, a equipe da PRF foi acionada por funcionários do pedágio ao perceberem que a mulher havia saído do carro em desespero e buscado abrigo dentro de uma cabine. Quando os policiais chegaram, a vítima, de 43 anos, aguardava proteção e relatou que viajava com o companheiro e a filha do casal quando a situação se agravou durante o trajeto.
Segundo o depoimento, o condutor ficou alterado ao longo da viagem, passou a desferir socos no volante com o veículo em movimento e fez ameaças de agressão e morte, afirmando que o pior aconteceria ao chegarem em casa. A mulher informou ainda que já havia sido agredida anteriormente pelo companheiro em outras duas ocasiões.
A filha do casal, de 21 anos, também estava no veículo e presenciou toda a ocorrência, confirmando os relatos feitos à equipe policial. Durante a abordagem, os agentes constataram que o motorista, de 44 anos, não possuía carteira nacional de habilitação e apresentava sinais claros de embriaguez. O teste do etilômetro apontou 0,46 mg/L de álcool por litro de ar alveolar.
Diante dos fatos, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de ameaça no contexto de violência contra a mulher, embriaguez ao volante e condução de veículo sem habilitação gerando perigo de dano. Ele foi encaminhado à Delegacia da Mulher e do Adolescente de São José dos Pinhais para os procedimentos legais.
O veículo, um Renault Fluence, foi recolhido e levado ao pátio conveniado por irregularidades administrativas. A vítima e a filha receberam orientações sobre medidas de proteção e os canais oficiais de apoio disponíveis para casos de violência doméstica.