13 de março de 2026

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Operação Konomashi: Polícia Civil prende 14 suspeitos de furtar camionetes de luxo e revela esquema milionário no Oeste do Paraná

Operação mobilizou 60 policiais e mira quadrilha suspeita de furtar ao menos 20 camionetes de alto valor em cidades do Oeste do Paraná.

Uma grande ofensiva da Polícia Civil do Paraná foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (12) para desarticular uma organização criminosa suspeita de furtar camionetes de luxo em várias cidades do Oeste do estado. Batizada de Operação Konomashi, a ação mobilizou cerca de 60 policiais civis e resultou, até o momento, na prisão de 14 pessoas.

A operação cumpriu mandados em sete municípios do Paraná: Toledo, Cascavel, Guaíra, Iporã, Francisco Alves, Cafezal do Sul e Sarandi. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão. Até agora, 14 suspeitos foram presos, enquanto dois seguem foragidos.

Os mandados foram distribuídos conforme os alvos investigados em cada cidade. Em Toledo foram três mandados de prisão, em Cascavel quatro, em Guaíra três e em Iporã quatro. Também houve um mandado em Francisco Alves, um em Cafezal do Sul e um em Sarandi. O número maior de mandados de busca se deve ao fato de alguns investigados possuírem mais de um endereço.

De acordo com o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Alexandre Macorin, a investigação durou aproximadamente três meses e envolveu um trabalho detalhado de monitoramento e análise de informações.

Durante esse período, a polícia identificou que a quadrilha é suspeita de furtar pelo menos 20 camionetes de alto padrão, principalmente modelos da marca Toyota, como Toyota Hilux e Toyota SW4. O prejuízo estimado apenas com os casos já identificados pode chegar a cerca de R$ 6 milhões.

Segundo as investigações, o grupo utilizava um dispositivo eletrônico adquirido no Paraguai capaz de destravar e dar partida nos veículos sem a chave original. Com o equipamento, o furto podia ser executado em aproximadamente 30 segundos.

A organização criminosa também possuía uma divisão clara de funções. Mulheres atuavam como “batedoras”, monitorando o ambiente e alertando sobre possíveis riscos antes da ação. Já os furtos eram realizados por integrantes com conhecimento técnico no uso do equipamento eletrônico.

Após o furto, adolescentes eram usados para conduzir as camionetes até outros pontos, estratégia que buscava dificultar a responsabilização penal dos líderes do esquema.

As investigações apontam ainda que os veículos eram levados inicialmente para a cidade de Guaíra, na região de fronteira com o Paraguai. A partir dali, as camionetes seguiam para outros destinos, onde poderiam ser vendidas ilegalmente ou utilizadas em outras atividades criminosas.

Em alguns casos identificados pela polícia, os veículos eram trocados por entorpecentes, que depois retornavam para a região para abastecer o tráfico de drogas.

Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, os policiais apreenderam veículos usados como apoio nas ações criminosas, celulares e outros materiais que agora serão analisados pela perícia.

Segundo o delegado Alexandre Macorin, a Operação Konomashi representa apenas a primeira fase das investigações. A expectativa é de que novas prisões possam ocorrer conforme os materiais apreendidos forem examinados pelas equipes policiais.

A Polícia Civil do Paraná também destacou que a investigação contou com apoio da Polícia Militar do Paraná e da Guarda Municipal de Cascavel, que contribuíram com informações e análise de imagens de câmeras de segurança utilizadas para identificar os suspeitos e mapear a atuação do grupo criminoso.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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