30 de abril de 2026

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Caged: Toledo segue como destaque estadual na geração de empregos

Relatório divulgado nesta quarta (29) aponta 1.635 novos postos de trabalho no 1º trimestre deste ano, a segunda maior média entre as principais cidades do estado...

Caged: Toledo segue como destaque estadual na geração de empregos
© Divulgação

Toledo manteve desempenho de destaque na geração de empregos no Paraná no início de 2026. Dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o município registrou saldo positivo de 1.635 vagas formais no primeiro trimestre, resultado de 10.793 admissões e 9.158 desligamentos.

Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, Toledo apresentou a segunda maior média per capita de geração de empregos no período: 10.174,17 vagas para cada 1 milhão de moradores. O índice coloca o município atrás apenas de Arapongas (10.677,84) e à frente de Curitiba (9.660,28), Araucária (6.816,77) e Colombo (6.719,85).

Em números absolutos, Toledo aparece na 6ª colocação no ranking estadual. O resultado fica atrás do obtido por Curitiba (17.686), Maringá (2.810), Londrina (2.670), São José dos Pinhais (2.093) e Cascavel (1.873).

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Thiago D’Arisbo, pontua que os indicadores recentes reforçam a posição de Toledo como referência estadual em empregabilidade. “O município figura com excelentes resultados, com os menores índices de desocupação do Paraná, o que demonstra que as políticas públicas voltadas ao trabalho estão sendo assertivas”, frisa. “Esse desempenho acompanha um movimento positivo do próprio estado, mas Toledo se sobressai pela consistência dos resultados apresentados”, complementa.

Por setor – O setor de serviços foi o principal responsável pelo desempenho positivo no trimestre, com saldo de 854 empregos – resultado de 4.347 contratações e 3.493 desligamentos. Na sequência, aparecem a indústria, com saldo de 399 vagas (2.964 admissões e 2.565 desligamentos), a construção civil, com 379 (1.118/739), e a agropecuária, com 36 (296/260). O comércio foi o único setor com resultado negativo no período, registrando déficit de 33 postos de trabalho, com 2.068 admissões e 2.101 desligamentos.

Segundo o secretário, o crescimento das vagas formais revela um ambiente econômico favorável tanto para trabalhadores quanto para o setor produtivo. “Os dados do Caged mostram um cenário positivo por dois lados: atraem pessoas que veem em Toledo uma oportunidade de desenvolvimento profissional e, ao mesmo tempo, dão segurança ao empresariado para ampliar seus quadros”, analisa. “Além disso, a qualidade de vida e os indicadores sociais do município têm papel importante nesse processo, pois fazem com que mais pessoas escolham Toledo para viver, constituir família e ingressar no mercado de trabalho”, sublinha D’Arisbo.

Segundo o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco) e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, o resultado mais recente do Caged acompanha o cenário previamente projetado para o período. “Conseguimos manter um saldo positivo dentro da previsibilidade que tínhamos de cenário. Acredito que construímos propostas importantes, principalmente com a aproximação das empresas, para que entendam nosso papel enquanto órgão que atua como indutor da empregabilidade”, explica. “Estamos avançando em pautas relevantes, como o conflito geracional, o que contribui diretamente para processos de recrutamento mais assertivos, com a identificação de candidatos mais adequados às vagas e às demandas”, acrescenta.

O diretor também destaca o papel do setor produtivo para a manutenção dos resultados positivos ao longo do trimestre. “Vivemos um momento positivo de empregabilidade no município, e isso passa pelo empenho do empresariado, que tem buscado aprimorar processos, entender melhor suas equipes e qualificar a gestão de recursos humanos”, observa Vanderlei. “Esse movimento tem reflexo direto nos indicadores, porque fortalece o ambiente de contratação e contribui para resultados mais consistentes”, comenta.

Março – Considerando apenas o mês de março, Toledo manteve posição de destaque. O município ocupou a 6ª colocação na média per capita entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, com 2.209,07 vagas por milhão de moradores, e ficou em 10º lugar no saldo absoluto, com 355 empregos gerados – resultado de 3.589 admissões e 3.234 desligamentos.

Mais uma vez, o setor de serviços liderou a geração de empregos no mês, com saldo de 180 vagas (1.408 admissões e 1.228 desligamentos). Também apresentaram desempenho positivo a construção civil, com 83 postos (329/246), a indústria, com 65 (1.021/956), o comércio, com 25 (729/704), e a agropecuária, com 2 (102/100).

Vanderlei aponta que, mesmo diante de desafios estruturais do mercado de trabalho, o cenário permanece favorável. “Mesmo com um volume elevado de vagas e uma qualificação que ainda precisa avançar para atender plenamente às exigências, conseguimos construir um cenário positivo”, ressalta o diretor. “Há uma atuação integrada entre poder público, empresas e entidades, o que permite enfrentar esses gargalos e manter o saldo de empregos em crescimento”, completa.

Variação e formalidade – O avanço do emprego formal em Toledo também se reflete no número total de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o Caged, o total de vínculos ativos com a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) passou de 64.138 no fim de 2025 para 65.773 no encerramento do primeiro trimestre de 2026 – crescimento de 2,55%. O índice é o terceiro maior entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, atrás de Colombo (3,67%) e Arapongas (3,66%), e à frente de Fazenda Rio Grande (2,29%) e Piraquara (2,22%).

Na relação entre empregos formais e população total, Toledo também se destaca. O município apresenta a segunda melhor taxa proporcional entre as cidades analisadas, com 

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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