11 de junho de 2026

Cascavel

Fale conosco

Paraná

Sistema FAEP cobra investimento em conectividade para garantir segurança no meio rural

Programa Patrulha Rural Comunitária conta com mais de 37,3 mil propriedades cadastradas, sendo que a maioria não tem contato com o efetivo policial...

Sistema FAEP cobra investimento em conectividade para garantir segurança no meio rural
© Divulgação

Há mais de um ano, o Sistema FAEP aguarda o governo do Paraná investir na conexão via satélite das viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar (PMPR). Porém, até o momento, não houve a compra dos dispositivos necessários para equipar o efetivo. Sem a tecnologia, produtores rurais de todas as regiões do Estado não conseguem contato com os policiais em caso de emergência.

“O trabalho da Patrulha Rural é essencial para manter a segurança no meio rural do Paraná, e as estatísticas comprovam isso. Porém, não podemos ignorar que a falta de comunicação em regiões sem cobertura de internet segue sendo um problema. Dessa forma, o produtor não consegue contato com o efetivo policial quando precisa”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Pela distância, não tem como a polícia estar em todo lugar com agilidade. É exatamente por isso que temos que garantir ferramentas para que o contato seja facilitado. Sem internet, sem conectividade, isso não é possível”, completa.

Em abril de 2025, durante a ExpoLondrina, o governo estadual realizou testes de conexão de internet via satélite nas viaturas da Patrulha Rural do 5º Batalhão da PMPR, em áreas remotas e sem conectividade dos municípios de Londrina e Tamarana. A iniciativa durou dois meses como parte do programa de Conectividade Rural, da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia).

Segundo informações da Seia, com resultados considerados excelentes, o relatório final dos testes foi enviado à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). “O sistema demonstrou alta viabilidade operacional para as necessidades específicas das patrulhas em regiões remotas, garantindo uma conexão estável à internet mesmo com a viatura em deslocamento pelas estradas rurais, criptografia de dados e integração com os sistemas de segurança do Estado”, informa, em nota, a secretaria.

Porém, após a fase inicial de testes, nenhuma outra localidade recebeu investimento na tecnologia. Segundo a Seia, cabe à Sesp o direcionamento e a decisão estratégica para um eventual processo de contratação definitiva da tecnologia.

Conforme informação da Sesp, “a Diretoria de Tecnologia e Inovação da Polícia Militar está procedendo o protocolo para aquisição para todas as viaturas que precisam: Ambiental, Fronteira, Rodoviária, Patrulha Rural, entre outras, após realização de levantamento das necessidades”.

“Queremos prioridade para as viaturas do meio rural. Afinal, a situação de falta de conectividade é maior em relação ao meio urbano. Precisamos que o governo olhe para o setor que gera emprego e renda e contribui diretamente para economia estadual”, destaca Meneguette.

Segundo o produtor Luciano Choucino, de Tamarana, a questão da conectividade é um problema há tempos no meio rural. A propriedade fica a 1,5 quilômetro da cidade e, mesmo próximo do meio urbano, ele enfrenta dificuldades. O município de Tamarana tem 800 quilômetros de estradas rurais. “O governo faz muitos projetos, mas a prática que a gente vê é outra. Tem muita propriedade ao longo de toda a extensão do município que precisa ter comunicação”, completa Choucino.

Atualmente, o programa Patrulha Rural Comunitária contabiliza 37.362 propriedades rurais cadastradas e 24.607 certificações com placas de identificação. Desde que foi resgatado, o programa sempre contou com o apoio do Sistema FAEP junto à comunidade rural.

“Seguimos fazendo um trabalho de articulação intenso para resgatar a confiança e mobilizar agricultores e pecuaristas para que mantenham as propriedades atualizadas. Porém, precisamos desse respaldo do Estado com investimento em tecnologia para melhorar a comunicação entre a política e os produtores rurais. Se não, todo esse trabalho será em vão”, aponta o presidente do Sistema FAEP.

/Sistema FAEP - Foto: Divulgação


Mais Lidas