Sandro Alex defende continuidade do modelo fiscal que levou Paraná à nota máxima de eficiência do país
O argumento tem respaldo em um indicador concreto: por dois anos consecutivos, o Paraná obteve a nota máxima A+ na Capag, avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional......
O pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, tem repetido em agendas pelo interior do estado que o compromisso central de sua candidatura é não abrir mão do que chama de "Modelo Paraná": a combinação de austeridade fiscal, eficiência administrativa e investimento permanente nos municípios que, segundo ele, transformou a gestão do estado nos últimos anos.
"Nós não vamos abrir mão do que conquistamos e do planejamento construído para os próximos anos", tem afirmado o pré-candidato do PSD entrevistas à imprensa durante agendas políticas em diferentes regiões do Estado.
O argumento tem respaldo em um indicador concreto: por dois anos consecutivos, o Paraná obteve a nota máxima A+ na Capag, avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que mede a saúde financeira dos estados brasileiros.
Na prática, isso significa que o Paraná está entre os poucos entes do país considerados totalmente seguros para contrair crédito com aval da União — o que garante acesso a financiamentos com juros mais baixos e sem limite de valor, recursos usados para custear obras e investimentos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
De 2018 até 2023, o Paraná vinha de seis anos seguidos com nota B na Capag — um patamar considerado regular. A virada veio é reflexo de uma política iniciada em 2019 para redução gradativa do endividamento do Estado, hoje em torno de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL), impulsionada por um trabalho de reorganização e quitação de passivos antigos, entre eles um débito histórico do Estado com o Banco Itaú, e por um decreto que passou a limitar o crescimento anual das despesas correntes à variação da própria receita.
O resultado é que o Paraná possui atualmente uma dívida negativa de R$ 7,7 bilhões — ou seja, tem caixa de sobra para quitar todos os seus compromissos —, o melhor resultado entre todos os estados brasileiros.
É essa experiência que o pré-candidato indicado por Ratinho Junior como sucessor usa como credencial para defender que a disciplina fiscal deve seguir orientando a próxima gestão, e não apenas ser tratada como um resultado já conquistado.
Para Sandro, o mesmo rigor que elevou a nota do Paraná junto ao Tesouro Nacional é o que passa segurança e previsibilidade ao setor privado na hora de decidir onde investir — fator que ajuda a explicar os cerca de R$ 400 bilhões em novos investimentos privados atraídos pelo Estado nos últimos sete anos, hoje a quarta maior economia do país, com a meta declarada de alcançar a terceira posição no ranking nacional.
"Temos o compromisso de dar sequência a um modelo de sucesso já testado e comprovado pelo governador Ratinho Junior. Quando o Estado faz a sua lição de casa e cuida das contas públicas, sobra dinheiro para investir em grandes obras, como a Ponte de Guaratuba, as novas duplicações de rodovias, os mais de mil quilômetros de rodovias em concreto, além de tantas outras obras e projetos de apoio aos municípios que impactam diretamente na vida da população paranaense", garante Sandro Alex.