04 de março de 2026

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Maior buraco registrado na camada de ozônio do Ártico se fecha


Um buraco que havia surgido no Ártico se fechou completamente, segundo dados coletados pelo satélite Copernicus, da Comissão Europeia. Em março desse ano, o buraco apareceu na camada de ozônio, devido a uma série de condições atmosféricas incomuns. 

A camada de ozônio tem a função de agir como filtro solar para a Terra. Ela protege o planeta da radiação ultravioleta, que em excesso pode prejudicar os seres vivos. Após a descoberta do buraco na camada de ozônio, várias organizações têm desempenhado um esforço constante, a fim de estimular a redução do uso de produtos químicos nocivos que possam afetar a estrutura.

Pesquisadores relatam que o buraco está relacionado ao que a Agência Espacial Europeia (ESA) chamou de “condições atmosféricas incomuns” para o Hemisfério Norte. Dentre esses fenômenos, destaca-se um poderoso vórtice polar de ar frio que, quando diminuiu de força, permitiu que a ferida na camada de ozônio se curasse.

“O esgotamento do ozônio no Ártico em 2020 foi tão grave que a maior parte do ozônio na camada a uma altitude de cerca de 18 km foi esgotada”, explicou o Serviço Europeu de Monitoramento da Atmosfera, em comunicado.

O fenômeno de desgaste da camada de ozônio é causado principalmente por produtos químicos, dentre eles os clorofluorcarbonos (CFC), o bromo,  e outros que migram para a estratosfera. Esses produtos químicos se alojam dentro do forte vórtice polar que se desenvolve sobre a Antártica todo inverno, onde permanecem quimicamente inativos.

Apesar do buraco no Ártico ter se curando, o buraco na Antártica continua sendo uma preocupação mundial.  Devido à proibição de produtos químicos, a Nasa registrou uma diminuição do tamanho do fenômeno. O buraco de 2019 foi o menor já registrado, mas o processo de cicatrização ainda levará décadas.

/Via: Jornal de Brasilia - Foto: Reprodução/ESA

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