“Saber que nosso filho ajudou a salvar vidas conforta nossos corações”, diz pai de doador
Paulo Cesar da Conceição é pai de Nathan Gabriel Santos da Conceição, de 22 anos, que teve o diagnóstico para morte encefálica no Hospital......
Doar órgãos é um ato generoso que pode mudar a vida de alguém. Dia 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos, por isso, este é o mês dedicado ao incentivo dessa ação que pode salvar a vida de muitas pessoas. Para ser um doador, basta comunicar os familiares e deixar claro esse desejo. “A decisão de um doador pode mudar o destino de até nove pessoas, então fale em casas, fale ‘eu sou doador’ e seja um doador para salvar vidas. A gente busca fazer campanhas para lembrar que o nosso sim salva vidas”, afirma a técnica de Enfermagem da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott), Margarida Piloni.
Paulo Cesar da Conceição é pai de Nathan Gabriel Santos da Conceição, de 22 anos, que teve o diagnóstico para morte encefálica no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) e pôde doar o fígado, rins e tecido ocular no mês de setembro. Isso foi possível, pois o filho comentava sobre querer ser um doador de órgãos. “Ele sempre falava que o desejo dele se acontecesse algo era doar os órgãos para salvar outras vidas”, diz.
DECISÃO QUE MUDA DESTINOS - Depois que é feita a doação de órgãos, os familiares se animam em saber quantas vidas o doador pôde salvar. “Dependendo dos órgãos que ele pode doar, falamos quantas vidas esse paciente pode salvar, quantas pessoas ele pode tirar da fila de espera, é uma oportunidade dessa pessoa que está na fila voltar a viver, o sim dessa família pode salvar muitas vidas”, explica Margarida.
A família recebe essas informações com alegria, Paulo, pai de Nathan, fala que “saber que nosso filho ajudou a salvar vidas e que ele vai estar em cada cantinho conforta nossos corações”.
ACOLHIMENTO - Durante todo esse momento doloroso, além do cuidado médico, o Huop conta também com o acolhimento da equipe da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott), que entra em contato com a família e a acolhe para explicar todo o processo e esclarecer as dúvidas sobre a doação de órgãos. “Quando a gente percebe que um paciente está evoluindo a um possível quadro de morte encefálica, nós acompanhamos, conversamos, a gente tem um contato bem intenso no acompanhamento desse diagnóstico”, comenta Margarida. A equipe da Cihdott é composta por enfermeiros e técnicos, e tem o apoio de médicos, assistentes sociais e psicólogas para poder prestar o melhor atendimento às famílias.
O atendimento é feito com muito cuidado, respeitando sempre a opinião da família, pois os órgãos são doados apenas com a permissão de familiares. Existem casos de famílias que não fazem ideia de que o paciente pode salvar vidas, o papel do Cihdott está aí também, orientar. “Quando a gente aborda a família aqui, muitas não sabem nada de doação, mas pedem para explicarmos sobre como funciona para encontrarem uma resposta”, ressalta Margarida. O resultado desse atendimento é observado nas famílias.
Paulo ficou bastante satisfeito com a forma como o Huop aborda o assunto. “O atendimento foi ótimo, o médico as enfermeiras as assistentes, todos foram maravilhosos, muito atenciosos”, conta.
DOAÇÕES NA PANDEMIA - Neste ano, mesmo com a pandemia, o Huop acompanhou a doação de cinco corações para válvulas, nove fígados, 16 rins e 19 tecidos oculares até o início de setembro. Porém este mês foi atípico, o hospital contabilizou mais cinco doações além das citadas, incluindo doação de órgãos raros, como o pulmão e o coração para batimento.
Lembre-se, converse com a sua família, sua decisão muda destinos e salva vidas!
Leia Também
Mais Lidas
Três pessoas ficam feridas durante briga com faca no Bairro Morumbi, em Cascavel
Falcão 15 localiza Corsa com 147 kg de maconha durante operação na BR-277, em Santa Tereza do Oeste
Motociclista de 38 anos morre após violenta colisão frontal com Clio na BR-369, em Cascavel
Homem é esfaqueado várias vezes, dirige em busca de socorro, mas para com carro sobre calçada no bairro Periolo