Cartas para Anna: a história de um amor que não deu certo
Depois de "Amor, otário amor", obra prefaciada por Luis Fernando Verissimo, roteirista e escritor Léo Luz encerra ciclo com a ex namorada em novo livro......
Logo na introdução de Cartas para Anna – Ou crônicas de um amor que não deu certo, o roteirista e escritor Léo Luz alerta que o título não se trata de uma pegadinha: a obra, de fato, é sobre uma história real com um fim real. Neste novo livro, ele reúne cartas, bilhetes e e-mails que escreveu para Anna durante e após o fim do relacionamento. Intensos, explosivos, sem censura e com uma pitada de sofrimento, os textos narram a história do casal.
Por se tratarem de conteúdos acumulados ao longo de vários anos, o roteirista de projetos como “Até que a Sorte nos Separe”, “Vai que cola” e “Parafernalha” preocupou-se apenas com a introdução e o encerramento da obra, as palavras mais difíceis já escritas por Léo. “O livro tem nome, tem capa, mas falta um último texto. Estou há oito dias travado neste último texto. E você sabe bem que eu nunca travo. Mas travei”, confessou o autor para Anna, a quem se dirige ao longo da produção, e também para o leitor.
Como seria o último texto? Fofo? Esperançoso? Libertário? Falando que ainda te amo e pedindo para você voltar? Um texto sobre como eu amadureci com essa história toda? Um texto fofo levantando uma trégua? Ou um texto engraçado? Eu não sei. O que eu sei é que este livro foi um expurgo mais que necessário, um grito alto na janela sem se preocupar com os vizinhos. Eu não te amo mais, tampouco quero a gente de volta. Mas ainda dói.
O autor reforça que cada palavra é real: não é um livro de fofoca, é um ponto de vista, um lado, com tudo o que foi escrito por uma das partes da relação para a outra – antes, durante e depois do fim do relacionamento – até a publicação. Nos agradecimentos quem recebe destaque é ninguém menos que o cupido, o culpado de todo o relacionamento ter acontecido e, consequentemente, da publicação de Cartas para Anna.
O lançamento de Léo Luz faz parte de uma nova fase na vida do escritor. O expurgo necessário, como afirma o roteirista, representa o fim do ciclo com a ex-namorada. Para o leitor, a obra pode ser um lembrete que sim, o amor existe mesmo quando não dá certo, e que cada um tem uma forma de superá-lo.
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