Renato Feder rejeita convite para ser ministro da Educação
Feder, que é secretário de Educação do Paraná, já tinha quase certa sua nomeação para assumir o MEC (Ministério da Educação) após passagens relâmpago......
O empresário Renato Feder publicou mensagem neste domingo, 5, informando que recusou o convite do presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Educação.
“Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu Feder.
Feder, que é secretário de Educação do Paraná, já tinha quase certa sua nomeação para assumir o MEC (Ministério da Educação) após passagens relâmpago de Carlos Alberto Decotelli, que nem chegou a tomar posse.
De acordo com o Estadão, o presidente Jair Bolsonaro foi pressionado pela ala ideológica do governo ligada ao escritor Olavo de Carvalho e por militares para não colocar Feder no comando na pasta.
Antes de anunciar que declinava do convite, Feder fez uma série de tuítes com seu currículo e se defendeu de ataques que recebeu de olavistas e militares nos últimos dias.
Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná.
— Renato Feder (@ProfRenatoFeder) July 5, 2020
Quem é Renato Feder
Renato Feder era até ontem ex-secretário de Educação do Paraná, na gestão de Ratinho Junior (PSD). O currículo de Feder, de acordo com informações que constam da página da Secretaria de Educação e Esportes do Paraná, possui graduação e mestrado em instituições de ensino de São Paulo.
Feder se formou em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e fez mestrado em Economia na USP (Universidade de São Paulo). Ainda foi professor da EJA (Educação de Jovens e Adultos), deu aulas de matemática por 10 anos e foi diretor de escola por 8 anos.
O currículo inclui ainda assessoria voluntária da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).
Aos 24 anos, em 2003, assumiu a Multilaser, empresa de tecnologia, que se tornou bilionária. Deixou o cargo de CEO da empresa para assumir a Secretaria de Educação do Paraná.
Renato Feder também é autor de um livro –“Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”– que defende, entre outras coisas, a privatização de todas as escolas e universidades do país, além da extinção do próprio Ministério da Educação. O livro, publicado em 2007, foi escrito em parceria com o também empresário Alexandre Ostrowiecki, seu sócio na Multilaser.
Fraudes no ICMS
Em 2016, Renato Feder foi alvo de duas denúncias do Ministério Público sob acusação de sonegação fiscal que totaliza R$ 22 milhões
Feder foi denunciado pelos Ministérios Públicos do Rio e de São Paulo porque a empresa da qual é sócio, a Multilaser, não teria recolhido os valores devidos de ICMS para os cofres públicos desses estados. Os processos correm em segredo de Justiça.
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