Confusão e "empurra empurra" marca sessão da CCJ na Alep; Uma mulher foi detida por racismo
A Assembleia Legislativa informou que avalia as medidas disciplinares a serem adotadas, enquanto o processo na delegacia segue em andamento.
A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada na tarde desta segunda-feira (24), em Curitiba, terminou em tumulto, com direito à prisão de uma mulher por suspeita de racismo.
A confusão começou durante a discussão de um projeto de lei que define o efetivo da Polícia Militar do Paraná (PM-PR). Um bate-boca entre os deputados Marcio Pacheco (PP) e Renato Freitas (PT) acirrou os ânimos, após Freitas questionar um assessor de Pacheco, que, segundo ele, teria interrompido sua fala.
“Você não tem educação? Quer evidência aqui na CCJ? Se continuar com mímicas, gargalhadas e interferindo na minha atuação parlamentar, vou pedir que o senhor se retire”, disse Freitas, em tom exaltado.
Pacheco reagiu em defesa do assessor. “Deputado, ele é da minha assessoria parlamentar. O senhor não manda aqui na CCJ.” Freitas retrucou: “Faço o que eu quiser. Quem é você, coronelzinho de meia pataca?”
Diante da troca de farpas, o presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD), interveio, pedindo que Freitas se calasse. O petista reagiu, acusando Traiano de corrupção e mencionando o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), assinado pelo parlamentar com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), no qual ele confessou ter recebido propina de R$ 100 mil.
Enquanto o embate verbal prosseguia, o deputado Tito Barichello (União) deu voz de prisão a uma mulher presente na sessão, acusada de proferir insultos raciais contra um assessor parlamentar e outras pessoas. A mulher foi conduzida à delegacia, e sua identidade não foi divulgada.
Em entrevista ao Portal SOT, o Deputado, Marcio Pacheco classificou a atitude de Freitas como “desrespeitosa, truculenta e agressiva”, afirmando que o parlamentar teria ultrapassado o tempo regimental de fala, agredido verbalmente um servidor da Casa e, posteriormente, o empurrado fora da sessão.
“O servidor, com 17 anos de serviços prestados, é conhecido pelo bom relacionamento com todos. A atitude do deputado foi gratuita e inaceitável”, declarou Pacheco, confirmando que os registros necessários foram feitos na delegacia para as providências cabíveis.
A Assembleia Legislativa informou que avalia as medidas disciplinares a serem adotadas, enquanto o processo na delegacia segue em andamento.