13 de janeiro de 2026

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Cascavelenses mostram talento em exposição de artes em Curitiba

Exposição coletiva "Costa Oeste" começa hoje (13), no MAC Paraná...

Foto: Divulgação

Um grupo de artistas cascavelenses inicia hoje (13), às 16h, a exposição "Costa Oeste", na Sede Adalice Araújo, do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC), localizado na Secretaria de Estado da Cultura, em Curitiba. 

A exposição conta com a curadoria de Antonio Carlos Machado e reúne artistas da Argentina e do Oeste do Paraná, propondo um olhar sobre a produção artística que emerge em territórios de fronteira, marcados pelo encontro de culturas, linguagens e identidades. As obras expostas são de autoria dos artistas cascavelenses Brugnera, Coletivo Duas Marias, Daniel Carlos Bispo, Ela Soares, Lauro Borges, Marcelo Bongiovanni Korp e Sirlei Salvadori, além dos argentinos Andres Bancalari e Norma Capponcelli.

"As obras propõem um diálogo da fronteira não como limite geográfico, mas como espaço de troca, circulação e construção coletiva, fortemente influenciado pela proximidade entre Brasil, Argentina e Paraguai.A exposição é um convite para observar a produção artística que emerge nesse território de encontros", observa o curador. 


MAC Paraná

Fundado em 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná possui um acervo com mais de 2 mil obras de artistas paranaenses, brasileiros e estrangeiros. Além das exposições, a instituição mantém o Setor de Pesquisa e Documentação, um dos maiores arquivos especializados em arte moderna e contemporânea do Brasil, e um Setor Educativo, que promove visitas mediadas e oficinas gratuitas. 

A Exposição coletiva "Costa Oeste" tem entrada gratuita e o horário de visitação é de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h. A mostra ainda não tem data de encerramento. 


Os artistas 

Brugnera, artista paranaense consagrado e premiado nos maiores salões de arte do Brasil, conhecido como Senhor do Grafite por seus desenhos negros, apresenta aqui a obra Piso Matriculado, instalação site specific. O artista tem uma trajetória internacional, com obras em importantes museus da Europa e dos Estados Unidos.

Na mesma direção, o Coletivo Duas Marias percorre caminho semelhante, premiado recentemente na Bienal da Riviera Romana, em Roma (2025), e com participação no Prêmio Reina Sofía de Pintura y Escultura, em Madrid (2025). Com sua obra Freya, o coletivo questiona e reivindica um lugar de igualdade frente à hegemonia masculina na sociedade contemporânea. 

O artista Lauro Borges transita livremente entre pintura, fotografia e performance, construindo uma trajetória autônoma. Nesta exposição, apresenta três imagens da coleção Esquecidos, composta por objetos e coisas coletados ou achados a partir do ato de flanar pela cidade, uma extensão dos 'Fósseis Urbanos' iniciados em 1999. 

Já a artista Sirlei Salvadori constrói suas narrativas visuais com signos pessoais impressos sobre tela de algodão, criando uma linguagem íntima e universal, colocando a gravura dentro da pintura. Ambos os artistas possuem trajetórias artísticas já consolidadas por diversos prêmios e participações em salões e mostras de arte nacionais e internacionais.

Em contraponto, três artistas em processo de evolução e projeção de suas poéticas visuais serão apresentados: Daniel Carlos Bispo, que captura o cotidiano das ruas com desenhos de personagens anônimos, seja em seus hiperrealismos ou em seus scribbles, como o que apresentamos aqui, realizado com caneta esferográfica simples. Ela Soares, que entrelaça fios reciclados de alumínio – assim como fazem os pássaros tecelões – em esculturas sensíveis que dialogam com espaço/tempo e natureza/memória, e que recentemente foi premiada no Salão de Campo Mourão/PR; e Marcelo Bongiovanni Korp, artista da fotografia, que mira seu olhar para questionar a transitoriedade da imagem urbana, registrando outdoors vazios como testemunho do efêmero e do transitório da arquitetura do espaço público. Panfletado no espaço desta exposição.

Com produção associada a um trabalho visual que mistura abstração geométrica, o artista plástico argentino Andrés Bancalari, explora relações de formas, estruturas e narrativas visuais experimentais. Bancalari tem participado de exposições individuais e coletivas em vários países da América do Sul, incluindo centros culturais, museus e feiras de arte. 

Com trabalhos frequentemente descritos como uma “mirada nostálgica” sobre lugares, histórias e pessoas, com pinturas que dialogam entre memória e realidade observada, a também argentina Norma Capponcelli usa figuração e abstração poética, com atenção à forma, cor, luz e composição que expressam experiências e narrativas íntimas. Norma também foi docente, contribuindo para a formação de várias gerações de artistas, especialmente em Corrientes, onde residiu e desenvolveu parte importante de sua carreira.

Serviço Exposição coletiva “Costa Oeste” com curadoria de Antonio Carlos Machado Abertura: 13 de janeiro, às 16h – Entrada gratuita Local: MAC Paraná | Sede Adalice Araújo – Rua Ébano Pereira, 240, no Centro de Curitiba

Por: SOT/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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