15 de janeiro de 2026

Cascavel

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5 cuidados essenciais com a saúde das crianças nas férias

Pediatra alerta para riscos como desidratação, queimaduras solares e acidentes domésticos..

Foto: Divulgação

Com a chegada das férias escolares e do verão em Cascavel, aumentam os deslocamentos pela cidade, as atividades em parques urbanos e os momentos ao ar livre, em um contexto de calor intenso e de períodos de tempo seco característicos da região Oeste do Paraná. Nesse período, as crianças ficam mais expostas a riscos como desidratação, insolação e infecções virais, agravados pela baixa umidade do ar e pela maior permanência sob o sol.

Uma pesquisa indexada no PubMed aponta que períodos de calor intenso afetam principalmente crianças menores de nove anos, indicando que um aumento de 5 °C na temperatura pode elevar as internações em até 4,6%. A médica pediatra Andrea Dambroski, do Departamento de Saúde Escolar do Passo Certo Bilingual School, reforça que a atenção e a prevenção são fundamentais. “Durante as férias, é preciso redobrar os cuidados e a supervisão das crianças, tanto em ambientes externos quanto em casa”, alerta a especialista.

A seguir, ela lista os principais riscos e indica cuidados para garantir férias mais seguras:

1. Desidratação

Manter a hidratação adequada é essencial, especialmente porque crianças pequenas perdem mais líquido pelo suor e, muitas vezes, esquecem de beber água enquanto brincam. “É importante oferecer água com frequência, mesmo que a criança não peça”, orienta a pediatra.

Sinais como urina escura, sonolência, lábios secos ou diminuição das micções podem indicar desidratação. Em casos de vômitos ou diarreia, o soro de reidratação oral pode ser utilizado em pequenas quantidades várias vezes ao dia. Se houver olhos fundos, apatia ou redução significativa da urina, é necessário buscar atendimento médico.

2. Insolação

A insolação é mais comum em dias muito quentes, especialmente após longos períodos de exposição solar. “Os responsáveis devem estar atentos aos riscos da exposição excessiva ao sol, principalmente sem a proteção adequada”, destaca a médica. A recomendação é evitar o sol entre 10h e 16h e aplicar o protetor solar pelo menos 30 minutos antes da exposição.

Roupas leves, chapéu, pausas na sombra e moderação nas atividades físicas contribuem para a prevenção. Em casos de pele muito quente, vômitos persistentes, confusão mental ou desmaios, o atendimento deve ser imediato.

3. Queimaduras de sol

A fotoproteção diária é indispensável no verão. As queimaduras solares, além de causarem dor, podem provocar bolhas e aumentar o risco de câncer de pele. Bebês menores de seis meses devem ser protegidos principalmente com sombra, roupas adequadas e chapéu. Para crianças maiores, o protetor solar deve ser indicado para a faixa etária, com FPS acima de 30, e reaplicado a cada duas horas ou após entrar na água.

“O uso do protetor solar deve sempre seguir orientação médica, pois existem produtos específicos para cada idade, o que reduz o risco de alergias e reações adversas”, explica a médica.

4. Gastroenterites e vírus respiratórios

O calor e os ambientes coletivos favorecem a circulação de vírus gastrointestinais e respiratórios. Lavar as mãos com frequência, manter os ambientes arejados e evitar contato próximo com pessoas doentes são medidas essenciais de cuidado com a saúde.

Durante viagens e passeios, o consumo de alimentos fora de casa aumenta. Por isso, é importante escolher estabelecimentos confiáveis, priorizar alimentos bem cozidos e evitar aqueles que exigem refrigeração constante, como laticínios e ovos. “Manter uma alimentação equilibrada fora de casa exige planejamento, incluindo lanches nutritivos e hidratação adequada”, orienta a pediatra.

Antes de viajar, também é recomendável revisar a caderneta de vacinação da criança. Vacinas em dia ajudam a reduzir as complicações de doenças comuns no verão. Em viagens internacionais, é importante verificar as recomendações específicas do destino.

5. Acidentes em casa

Traumas, queimaduras, quedas, afogamentos e ingestão de substâncias tóxicas estão entre os acidentes mais comuns durante as férias, e muitos deles podem ser evitados. Medidas simples incluem proteger as tomadas; manter medicamentos e produtos de limpeza fora do alcance; instalar telas em janelas e sacadas; evitar o manuseio de líquidos quentes perto das crianças; virar os cabos das panelas para dentro do fogão; manter baldes, tanques e vasos sanitários fechados; e nunca deixar a criança sem supervisão de um adulto.

Quando buscar atendimento médico?

Os responsáveis devem procurar atendimento sempre que a criança apresentar vômitos persistentes, diarreia com sangue, dificuldade para respirar, febre alta que não cede, prostração, convulsões ou sinais de desidratação intensa. “Nessas situações, manter a calma e acionar o serviço de emergência o quanto antes é fundamental”, reforça a especialista.

Por: SOT/Assessoria - Foto: Divulgação

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