Pitacos! Bastidores fervem no Paraná: retorno político, trocas no poder e decisões
Movimentações partidárias, mudanças no Executivo, decisões judiciais e repasses bilionários redesenham o tabuleiro político do Paraná.
Os bastidores da política paranaense ganharam novos contornos nos últimos dias, com articulações que indicam possíveis retornos partidários, mudanças estratégicas no primeiro escalão municipal, decisões judiciais de alto impacto e movimentações relevantes nos tribunais superiores, em um cenário que já projeta reflexos diretos nas eleições.
Durante o Show Rural, em Cascavel, circulou entre lideranças políticas a informação de que um ex-deputado estaria em processo de retorno ao partido que deixou para disputar o último pleito. A presença do deputado federal Pedro Lupion, presidente estadual do Republicanos, não teria se restringido à agenda oficial do evento. Nos bastidores, a leitura é de que o encontro também serviu para alinhar a volta de Pacheco à sigla, movimento que pode reposicionar forças dentro do partido no Estado.
No âmbito municipal, a administração de Cascavel vive ajustes finais no alto escalão. Já é tratada como certa a ida do vereador Carlos Xavier, atualmente no Republicanos, para a chefia da Casa Civil do prefeito Renato Silva, do PL. A mudança deve provocar impacto direto na Câmara Municipal, especialmente na disputa pela Mesa Diretiva prevista para o fim do ano. Com a saída de Xavier do Legislativo, o suplente Carlinhos Oliveira assume a vaga, enquanto a liderança do Governo na Casa segue indefinida.
Na esfera estadual, a Assembleia Legislativa do Paraná passou a ser comandada interinamente pela deputada Flávia Francischini, do União Brasil. Primeira vice-presidente da Casa, ela substitui Alexandre Curi, do PSD, que permanece em viagem internacional até o dia 23 de fevereiro. Durante o período, Flávia responde pelas sessões plenárias, decisões administrativas e pela representação institucional do Legislativo.
O Judiciário também protagonizou decisões relevantes. O Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido do PT para suspender o processo de privatização da Celepar. A decisão mantém o leilão marcado para o dia 17 de março, na B3, após o desembargador Coimbra de Moura entender que não houve irregularidades na liberação feita pelo Tribunal de Contas. O partido já sinalizou que deve recorrer e também tenta barrar a venda no Supremo Tribunal Federal.
No campo das finanças públicas, os municípios brasileiros recebem o primeiro decêndio do Fundo de Participação dos Municípios. Ao todo, são R$ 13,47 bilhões líquidos distribuídos entre 5.569 cidades, já com o desconto do Fundeb. Em valores brutos, o repasse chega a R$ 16,84 bilhões, com crescimento nominal acumulado de 8,03% no ano, aliviando o caixa das prefeituras neste início de exercício.
No cenário partidário nacional, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou a mudança de nome do Partido da Mulher Brasileira, que passa a se chamar O Democrata. A decisão foi unânime e seguiu o voto do relator, ministro André Mendonça, que considerou inexistente qualquer risco de confusão com outras siglas, já que a proteção ao nome do antigo DEM não está mais em vigor.
Encerrando a semana, o Superior Tribunal de Justiça entrou no centro das atenções após o ministro Marco Buzzi pedir afastamento do cargo por 90 dias. O magistrado é alvo de investigações no Conselho Nacional de Justiça por denúncias de importunação sexual. Ele nega as acusações, apresentou licença médica para tratamento psiquiátrico e afirma que irá comprovar sua inocência nos procedimentos em andamento, enquanto o CNJ apura mais de uma reclamação disciplinar.
O conjunto de movimentos reforça um período de intensa reorganização política e institucional no Paraná e no país, com decisões e articulações que já projetam efeitos diretos no cenário eleitoral e administrativo dos próximos meses.