28 de fevereiro de 2026

Cascavel

Fale conosco

Cascavel

Internacionalização pode transformar pequenas empresas em potências globais, afirma especialista do Sebrae na Acic

Capacitação gratuita do Sebrae com a ApexBrasil orienta empresários a exportar com estratégia e reduzir riscos no mercado internacional...

Internacionalização pode transformar pequenas empresas em potências globais, afirma especialista do Sebrae na Acic
© Divulgação

A internacionalização pode ser uma interessante e rentável opção para ampliar negócios também para as empresas menores. Mas, para isso, é indispensável que o empresário amplie seus conhecimentos sobre mercados e regras que os diferenciam do brasileiro. É sobre isso que falou na noite de quinta-feira, 26, na Acic, o consultor credenciado do Sebrae, Gilson Honorato. Além de repassar informações úteis a quem deseja seguir esse caminho, Gilson falou de uma capacitação oferecida gratuitamente pelo Sebrae, parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e que facilita a jornada.

Gilson começou sua apresentação como uma pergunta aos empresários presentes: Quem aqui exporta? E a partir de então, esclareceu inúmeros pontos sobre internacionalização. Ela deve ser vista como um processo estratégico, planejado e baseado em aprendizado contínuo. O consultor defende que exportar não é apenas vender para fora, mas construir um “caminho mental” estruturado, capaz de reduzir riscos e ampliar oportunidades de forma sustentável.

Segundo Gilson, o primeiro passo é fazer a “pergunta certa”. Antes de pensar em mercado ou volume de vendas, o empresário precisa compreender o que é e o que não é internacionalização. “É fundamental responder a três perguntas-chave e entender que o cliente internacional quer respostas rápidas, objetivas e profissionais”. Começar pequeno e de forma inteligente é a melhor estratégia para quem está dando os primeiros passos, apontou ele.

A escolha do mercado também exige cautela. Conforme destaca Gilson Honorato, o objetivo do primeiro destino internacional não deve ser dominá-lo, mas aprender com o menor custo possível. “O reflexo da escolha inicial não é conquistar o mercado de imediato, e sim testar, ajustar e ganhar experiência”. Deve-se garantir que o produto esteja, de fato, pronto para exportação. A preparação envolve controle, organização e gestão. “Exportação não quebra empresas por falta de pedidos, mas por falta de controle. Isso inclui adequação do produto, documentação, formação de preço e capacidade operacional para atender demandas externas”, destacou Gilson.


Dominar o básico

Na etapa dos canais de venda, o consultor recomenda que empresas menores priorizem alternativas mais viáveis e dominem o básico antes de avançar. Conhecer o funcionamento dos canais, entender margens e alinhar expectativas são medidas essenciais para evitar prejuízos. A operação, que envolve logística, pagamento e gestão de risco, é outro pilar da internacionalização. “Não basta vender, é preciso saber como receber, como entregar e como se proteger”, pontua Gilson, para alertar sobre questões cambiais, prazos, seguros e contratos devem estar no radar desde o início.

Para apoiar empresas nesse processo, o consultor credenciado destacou a importância do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), oferecido pela ApexBrasil em parceria com entidades como o Sebrae. O programa atende empresas com potencial exportador e orienta, em ciclo de quatro a seis meses, na estruturação de um plano seguro e planejado de inserção internacional. Empresas precisam reunir atributos como brasilidade, design, inovação, preço competitivo, qualidade, sustentabilidade. Entre os setores atendidos estão alimentos e bebidas, casa/construção, moda, máquinas e equipamentos, audiovisual, engenharia, games, marketing/comunicação.


Case

O ex-presidente da Acic, Siro Canabarro, apresentou case de internacionalização de sua empresa, a Tecinco, que atua com o desenvolvimento de softwares de gestão para empresas do ramo automotivo. Segundo ele, os desafios de atuar no Paraguai têm contribuído para entender melhor como essa inserção funciona. Citou algumas dificuldades, como língua e sistemas diferentes. “O piloto está rodando e, apesar dos obstáculos, estamos otimistas”, afirmou. A Tecinco participou do primeiro de quatro ciclos de internacionalização da parceria, que teve 30 empresas do Oeste. O segundo está com inscrições abertas e é gratuito.

/Assessoria - Foto: Divulgação

Mais Lidas