06 de março de 2026

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Suspeito de matar pai e filho em loja de carros em Cascavel apresenta versão e diz que agiu para se defender

Defesa protocola petição para formalizar apresentação do investigado e pede inclusão de interrogatório indireto em vídeo no inquérito policial

A defesa de Nata Fagundes de Paula, investigado pela morte de pai e filho dentro de uma loja de veículos em Cascavel, no oeste do Paraná, informou nesta quinta-feira (5) que protocolou uma petição na Delegacia de Homicídios do município para formalizar a apresentação do cliente às autoridades.

O pedido foi apresentado pelo escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa. Segundo os advogados, o investigado demonstrou interesse em colaborar com as investigações e apresentar sua versão sobre o caso. No entanto, diante da ausência de retorno das autoridades para a realização do interrogatório formal, a defesa solicitou a inclusão de um interrogatório indireto gravado em vídeo no inquérito policial.

A gravação foi encaminhada à polícia para que o relato do investigado seja registrado oficialmente no procedimento investigativo. Na versão apresentada, a defesa sustenta que o episódio teria ocorrido em um contexto de reação para preservar a própria vida do investigado e afirma que a arma utilizada durante a ocorrência pertenceria a uma das vítimas.

No vídeo encaminhado às autoridades, Nata afirma que disparou a arma após ter sido ameaçado. Segundo ele, a arma teria sido apontada contra sua cabeça durante a discussão.

De acordo com o relato apresentado pelo investigado, o conflito teria começado por causa de uma dívida relacionada à compra de um veículo. Ele afirma que trabalha com compra e venda de carros e que é conhecido no setor, alegando que sua rotina sempre esteve ligada ao trabalho e às negociações de veículos.

Segundo a versão apresentada, o investigado teria comprado um carro de um dos homens envolvidos no caso, identificado por ele como Analdo. O veículo teria sido negociado por cerca de R$ 100 mil, com pagamento inicial de R$ 65 mil e o restante combinado para ser quitado posteriormente.

Ainda conforme o relato, as cobranças pelo valor restante teriam se intensificado com o passar do tempo, gerando discussões frequentes. O investigado afirma que vinha sendo pressionado e ofendido durante essas cobranças.

No dia do ocorrido, ele teria ido até a loja de veículos com a intenção de resolver a dívida oferecendo uma corrente que, segundo ele, teria valor superior ao montante restante. O investigado afirma que não tinha o dinheiro naquele momento, mas pretendia quitar o débito com o objeto.

De acordo com a versão apresentada à polícia, a discussão teria aumentado dentro da loja e um dos homens teria sacado uma arma durante o desentendimento. O investigado relata que tentou retirar a arma da mão do homem no momento em que o celular dele tocou.

Segundo o relato apresentado pela defesa, nesse momento houve os disparos, e o investigado afirma que não teria percebido para onde os tiros foram direcionados.

A defesa sustenta que a situação ocorreu em um cenário de reação para preservação da própria vida e informou que novos esclarecimentos deverão ser apresentados nos próximos dias, conforme o andamento das investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Cascavel.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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