Em quase 10 anos Patrulha Maria da Penha supera 30 mil atendimentos em Cascavel
Criada por lei em 2017 por Gugu Bueno quando era vereador, iniciativa consolidou rede de proteção e acompanhamento às vítimas..
A Patrulha Maria da Penha se aproxima de uma década de atuação em Cascavel com mais de 30 mil mulheres atendidas, consolidando-se como um divisor de águas no combate à violência doméstica na cidade. Criada pela Lei nº 6.742/2017, de autoria do então vereador Gugu Bueno (PSD), hoje deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, a iniciativa estruturou um modelo permanente de acompanhamento após o registro da ocorrência e a concessão de medidas protetivas.
“Hoje podemos destacar quase 10 anos da instalação da Patrulha Maria da Penha, uma iniciativa nossa enquanto vereador da cidade de Cascavel, lei que nós criamos e aprovamos e que nesses quase 10 anos já atendeu quase 30 mil mulheres, levando mais segurança e tranquilidade.”
Para a promotora de Justiça, Andréa Frias, que atua há quase 25 anos na comarca, a patrulha representou um marco no atendimento às vítimas. “A Patrulha Maria da Penha é uma realidade que já atendeu ao longo de quase 10 anos mais de 30 mil mulheres. Ainda em 2017, quando chegamos ali no gabinete do então vereador Gugu Bueno e relatamos a necessidade de que as medidas protetivas não poderiam ser só um pedaço de papel que a vítima recebia, a medida protetiva precisava de fiscalização.” Segundo ela, o serviço fortaleceu a confiança das mulheres nas instituições. “O número de casos também reflete que as mulheres se sentem seguras em buscar a justiça e a delegacia.”
Na prática, o trabalho é conduzido pela Guarda Municipal de Cascavel, com visitas periódicas, fiscalização das decisões judiciais e encaminhamentos para suporte psicológico, jurídico e social. A inspetora Josane Barbosa explica que o atendimento vai além das emergências. “A Patrulha Maria da Penha está para auxiliar, ser um braço direito do Poder Judiciário e auxiliar inúmeras mulheres vítimas de violência.”
Josane destaca ainda os resultados práticos da atuação ao longo dos anos. “Nesses quase dez anos foram salvas inúmeras mulheres, tanto do feminicídio como da tentativa de feminicídio, até mesmo de agressões físicas.”
Ela chama atenção para o cenário atual. “Em 2026, infelizmente, já estamos com quase 200 casos e o terceiro feminicídio registrado recentemente. A patrulha está aqui para evitar possíveis tentativas de feminicídio e, como os números estão em alta, temos trabalhado cada vez mais para inibir esse tipo de situação.”
Os dados mostram a dimensão do cenário. Em 2023 foram atendidos 337 casos de violência contra a mulher em Cascavel; em 2024, 1.035; em 2025, 1.027; e, em 2026, os registros já se aproximam de 200 ocorrências.
Atuação estadual e especialização no Judiciário
Consolidando a atuação o combate à violência doméstica e já como deputado e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Gugu Bueno foi um dos defensores da criação da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, especializada em violência doméstica e familiar contra a mulher. “Sob a liderança do governador Ratinho Júnior, o Paraná tem avançado com ações concretas para proteger as mulheres. A criação da Câmara Criminal especializada é um passo importante para dar mais celeridade e efetividade aos julgamentos em todo o Estado”, afirmou.
A estrutura completou seis meses com cerca de 3.500 processos julgados e maior volume de casos recebidos no período, contribuindo para dar mais celeridade às decisões em todo o Estado.
Rede de proteção
Em Cascavel, a Patrulha Maria da Penha atende pelo 153 e recebe denúncias também pelo 181, além do 190 da Polícia Militar. A integração entre Judiciário, segurança pública e políticas sociais sustenta os resultados e reforça a importância de ações permanentes no enfrentamento à violência contra a mulher.