10 de março de 2026

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Policiais penais federais de Catanduvas paralisam atividades e pressionam governo por fundo contra facções criminosas

Policiais penais federais realizam ação em Catanduvas durante paralisação nacional que cobra criação de fundo para financiar combate ao crime organizado.

Policiais penais federais seguem mobilizados em todo o Brasil e realizaram nesta terça-feira uma ação na Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, em apoio ao movimento nacional que pressiona pela criação de um novo fundo para fortalecer o combate ao crime organizado.

A mobilização ocorre em diferentes regiões do país e inclui a paralisação de atividades administrativas e operacionais consideradas não essenciais. O objetivo é chamar a atenção das autoridades e da sociedade brasileira para a necessidade de ampliar as estruturas de enfrentamento às organizações criminosas que atuam dentro e fora do sistema prisional.

A ação realizada em Catanduvas integra o calendário nacional do movimento e reuniu policiais penais federais que atuam na unidade. A manifestação ocorreu de forma institucional e acompanhou a mobilização coordenada com outras categorias da segurança pública.

O foco central do movimento é a defesa da criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, conhecido como FUNCOC. A proposta prevê a destinação de recursos provenientes principalmente do confisco e da venda de bens apreendidos de organizações criminosas para financiar diretamente ações estratégicas de segurança pública.

A ideia é que valores retirados do próprio crime organizado sejam utilizados para fortalecer as instituições responsáveis pelo enfrentamento dessas facções. Entre as áreas que poderiam receber investimentos estão o aprimoramento das atividades de inteligência, a modernização tecnológica das forças de segurança, a capacitação de servidores e a melhoria da infraestrutura operacional.

De acordo com os policiais penais federais mobilizados, o Brasil enfrenta atualmente organizações criminosas com grande capacidade financeira e logística. Ao mesmo tempo, instituições que atuam no combate a essas estruturas ainda enfrentam limitações consideradas estruturais.

Nesse cenário, a criação do FUNCOC é apontada como uma resposta estratégica para ampliar a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado de forma permanente. A proposta busca garantir recursos estáveis para políticas públicas voltadas à segurança.

Mesmo com a paralisação parcial das atividades, os policiais penais federais afirmam que serviços considerados essenciais seguem mantidos normalmente nas unidades do sistema penitenciário federal.

As categorias envolvidas informaram que permanecem mobilizadas e abertas ao diálogo institucional com o poder público. A expectativa é que a mobilização nacional, reforçada por ações como a realizada na penitenciária federal de Catanduvas, amplie o debate sobre a criação do fundo e sobre a necessidade de fortalecer as políticas de combate ao crime organizado no Brasil.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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