Safra recorde de soja no Brasil pressiona preços e acende alerta para produtores
Confira a análise completa no programa Juntos no Mercado Financeiro da Sicredi Vanguarda.
Mesmo diante de uma das maiores produções da história, o cenário atual da soja traz um desafio para o produtor brasileiro: o aumento da oferta global combinado a fatores cambiais tem pressionado os preços no mercado. A análise faz parte do novo episódio do programa Juntos no Mercado Financeiro, produzido pela Sicredi Vanguarda, que aborda os principais movimentos da economia e seus impactos no dia a dia, disponível no Spotify e Redes Sociais da cooperativa.
Fique por dentro
O Juntos no Mercado Financeiro é um programa semanal da Sicredi Vanguarda, com informações rápidas e de um minuto sobre o cenário econômico do país e do mundo. Toda quarta-feira às 8h08 da manhã. Episódios disponíveis no spotify, Instagram e Youtube.
De acordo com estimativas recentes do Relatório de Sonsagem de Safras Sicredi (Análises Econômicas e Financeiras | Sicredi\) a safra brasileira de soja pode atingir cerca de 178 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde de produção. No entanto, a grande oferta no mercado contribui para a queda nos preços pagos ao produtor.
“Além da produção elevada, outro fator que influência diretamente o cenário é o câmbio. O dólar, que chegou a ser negociado próximo de R$ 5,60 em dezembro, perdeu força nos últimos meses. A valorização do real reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, impactando a remuneração interna”, explica o Assessor de Crédito e Investimento da Sicredi Vanguarda, Adeli Graeff.
No cenário externo, decisões políticas e comerciais também têm influência sobre os preços. Na Bolsa de Chicago, referência mundial para a cotação da soja, os preços chegaram a apresentar recuperação após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ampliação das compras de soja americana pela China. Ainda assim, essa valorização não se refletiu da mesma forma no mercado brasileiro, principalmente devido à queda dos chamados prêmios de exportação.
Apesar do momento de pressão, o especialista aponta que a entressafra pode trazer um movimento de valorização, com a expectativa de recuperação dos prêmios de exportação e possível fortalecimento do dólar, fatores que podem melhorar a rentabilidade ao produtor.