Igreja abre processo contra padre Genivaldo acusado de crime envolvendo menor em Cascavel
Arquidiocese confirma investigação formal e inicia processo penal administrativo com base no Direito Canônico após denúncia grave
A Arquidiocese de Cascavel anunciou nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, a abertura de um processo penal administrativo para apurar uma denúncia grave contra o padre Genivaldo Oliveira dos Santos. A medida foi tomada após comunicação oficial do Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão do Vaticano responsável por tratar casos dessa natureza.
Segundo a Arquidiocese, a decisão ocorre após a conclusão de uma investigação prévia conduzida localmente, cujos resultados foram encaminhados às autoridades eclesiásticas superiores. Com base nessa análise inicial, foi autorizada a instauração formal do processo, conforme previsto no cânon 1720 do Código de Direito Canônico, que trata de procedimentos administrativos penais dentro da Igreja.
A acusação envolve um suposto delito contra o sexto mandamento, em um caso que inclui menor de idade, o que torna a apuração ainda mais sensível e rigorosa. A Igreja afirma que o procedimento seguirá normas estritas da legislação canônica, garantindo o direito de defesa do acusado, que poderá contar com assistência de advogado eclesiástico durante todo o processo.
A estrutura de análise contará com uma comissão já instituída, composta por especialistas qualificados, incluindo um delegado e assessores designados pelo Ordinário responsável. O grupo será encarregado de avaliar as provas e conduzir o processo até a emissão de uma decisão fundamentada.
Caso haja comprovação da culpa com certeza moral, o padre poderá ser submetido a penalidades previstas no Direito Canônico, incluindo medidas mais severas, conforme estabelecem os cânones 1336 e 1398 §1.
A Arquidiocese reforçou que o caso tramita em caráter reservado e que novas informações serão divulgadas apenas no momento oportuno, respeitando os direitos de todas as partes envolvidas. O posicionamento institucional destaca o compromisso com a busca da verdade, a proteção de possíveis vítimas, além da transparência e responsabilidade no cumprimento das normas da Igreja e da legislação vigente.
O andamento do processo seguirá os prazos estabelecidos pelo Direito Canônico, sem previsão de conclusão imediata.