Comissão de curativos do HUOP atua no tratamento de feridas complexas e fortalece a segurança do paciente
Entre as principais ocorrências atendidas pela equipe estão lesões por pressão, complicações em feridas cirúrgicas, queimaduras, dermatites e lesões provocadas por dispositivos médicos ou adesivos hospitalares...
O cuidado com feridas complexas exige acompanhamento especializado, avaliação contínua e o uso de tecnologias adequadas para garantir uma cicatrização segura e eficaz. No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), esse trabalho é realizado pela Comissão de Curativos, equipe responsável por avaliar, orientar e acompanhar pacientes que necessitam de tratamentos específicos para diferentes tipos de lesões.
Entre as principais ocorrências atendidas pela equipe estão lesões por pressão, complicações em feridas cirúrgicas, queimaduras, dermatites e lesões provocadas por dispositivos médicos ou adesivos hospitalares, conhecidas como MARSI. Cada caso é analisado individualmente, permitindo que o tratamento seja definido de acordo com as necessidades de cada paciente.
De acordo com o coordenador da Comissão de Curativos do HUOP, o enfermeiro Tarcísio Vitor Augusto Lordani, o serviço desempenha um papel fundamental dentro da assistência hospitalar. “A Comissão de Curativos hoje é um serviço que temos no hospital destinado a atender pacientes com feridas complexas e implementar estratégias para prevenir o desenvolvimento de lesões”.
Além da avaliação clínica e do acompanhamento dos pacientes, o HUOP dispõe de tecnologias que auxiliam diretamente no processo de recuperação. Entre os recursos utilizados estão diferentes tipos de coberturas especializadas, materiais antimicrobianos, protetores cutâneos e terapias avançadas que contribuem para a prevenção e o tratamento de feridas que contribuem para o controle da infecção e para a cicatrização das lesões.
“Hoje o HUOP conta com as melhores tecnologias para a prevenção e o tratamento de feridas, desde coberturas antimicrobianos, absorventes, protetores cutâneos e a terapia por pressão negativa”, destaca Tarcísio.
Para quem passa pelo tratamento, os resultados também são percebidos na prática. O paciente Milton Faller, de 75 anos, convive com o diabetes há mais de 40 anos e enfrentou uma longa trajetória até chegar ao acompanhamento especializado, após complicações que levaram à amputação de quatro dedos do pé. “Eu estou consciente do problema, tem que aceitar. Foram vários procedimentos até estabilizar”, conta.
Segundo ele, a inclusão da laserterapia fez diferença significativa na recuperação.
“Ele dá uma diferença total. O tratamento aqui é fora do comum”.
Outro ponto ressaltado pelo paciente é o conforto durante o procedimento. “No começo foi mais difícil por causa das cirurgias, mas o laser em si é tranquilo. Hoje eu sinto muita melhora”, relata o paciente após as sessões de laserterapia.
Segundo o coordenador, o trabalho desenvolvido pela comissão também impacta diretamente nos resultados do tratamento e na qualidade da assistência oferecida aos pacientes. “Com os tratamentos que realizamos e as tecnologias que utilizamos conseguimos reduzir o tempo de internação dos pacientes, acelerar a cicatrização, reduzir a incidência de infecções, além de proporcionar maior conforto e bem-estar para o paciente e suas famílias”, explica Tarcísio.
O atendimento aos pacientes com feridas complexas também conta com o apoio da equipe de cirurgia plástica do hospital.
O cirurgião plástico Dr. Gabriel Lima explica que a atuação conjunta entre as equipes contribui para garantir uma linha de cuidado contínua dentro da instituição. “A atuação conjunta da Comissão de Curativos define uma linha de cuidado continuado oferecendo suporte e orientações aos setores do hospital, além do acompanhamento individual de cada curativo complexo presente”, ressalta.
Nos casos mais graves, em que há comprometimento mais profundo da pele e dos tecidos, a cirurgia plástica pode ser indicada como parte do tratamento. “A cirurgia plástica normalmente é chamada para o tratamento de feridas decorrentes de queimaduras de segundo e terceiro graus ou aquelas que envolvem grandes acometimentos da pele e tecidos profundos, como algumas lesões por pressão e feridas decorrentes de traumas”, explica o médico.
A atuação da Comissão de Curativos integra as estratégias do HUOP voltadas à segurança do paciente e à qualificação da assistência em saúde. Além do acompanhamento hospital, a equipe também contribui para orientar profissionais e fortalecer protocolos de cuidado, garantindo que pacientes com feridas complexas recebam atendimento especializado e contínuo durante todo o processo de recuperação.