27 de março de 2026

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Paraná reforça industrialização do leite com uma das maiores fábricas de queijo do País

Governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (26) da inauguração da nova unidade do Grupo Piracanjuba em São Jorge do Oeste, no Sudoeste.

Paraná reforça industrialização do leite com uma das maiores fábricas de queijo do País
© Geraldo Bubniak/AEN

O Paraná avançou mais um passo na estratégia de industrialização do agronegócio com a nova unidade do Grupo Piracanjuba em São Jorge do Oeste, no Sudoeste, inaugurada nesta quinta-feira (26) com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A planta, uma das maiores do Brasil no segmento de queijos, reforça a cadeia produtiva do leite e amplia a capacidade de processamento no Estado, que já ocupa a segunda posição nacional na produção.

Segundo o governador, o investimento fortalece diretamente a economia regional e amplia oportunidades no campo. “É um momento de muita alegria porque não é todo dia que a gente tem a oportunidade de inaugurar uma planta como a da Piracanjuba, uma das maiores produtoras de derivados lácteos do Brasil. A vinda da empresa fortalece ainda mais a nossa bacia leiteira, que já é a segunda maior produtora do País, consolidando mais uma alternativa de renda, especialmente para a agricultura familiar”, acrescentou Ratinho Junior.

O governador também reforçou o papel da industrialização como eixo da política de desenvolvimento do Estado. “O que nós queremos é industrializar tudo aquilo que produzimos na roça. Essa planta já nasce com capacidade de consumir 1,2 milhão de litros de leite por dia e com previsão de ampliação para produtos de alto valor agregado, como whey protein. Isso significa mais emprego, mais renda e desenvolvimento contínuo para a região. Ao mesmo tempo, o Estado acompanha esse crescimento com investimentos em infraestrutura, como novas rodovias e a futura ponte entre Verê e São Jorge do Oeste, fortalecendo o escoamento da produção”, concluiu o governador.

A unidade inicia as operações com foco na produção de queijos e manteiga, com previsão de ampliação para itens de maior valor agregado, como lactose e concentrados proteicos — insumos utilizados em alimentos especiais, fórmulas infantis e na indústria farmacêutica.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Piracanjuba, Marcelo Costa Martins, a escolha pelo Sudoeste levou em conta fatores estratégicos como logística e potencial produtivo. “É uma fábrica com capacidade de recepção de 1,2 milhão de litros de leite por dia, totalmente automatizada e com tecnologia de ponta. A nossa expectativa é que essa unidade contribua muito com a região, gerando emprego e renda, e que possamos fornecer alimentos de qualidade para a população brasileira”, disse.

AMBIENTE FAVORÁVEL – A atração do investimento está diretamente ligada às políticas estaduais de incentivo, como o programa Paraná Competitivo. O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que o Estado tem atuado para criar um ambiente favorável à instalação de indústrias.

“Receber uma empresa desse porte fortalece uma cadeia que está presente em todos os municípios do Paraná. O leite é um dos produtos que mais geram valor nas propriedades rurais, e essa indústria vem para ampliar a produção de derivados, agregar valor e criar um ambiente mais estável para o produtor”, afirmou.

Ortigara também ressaltou o papel dos incentivos na decisão empresarial. “O Paraná desenvolveu programas como o Paraná Competitivo, que ajudam a atrair empresas em um cenário de disputa entre estados. Só no ano passado foram mais de R$ 15 bilhões em investimentos privados. Ao trazer uma indústria como essa, o Estado ganha em empregos, geração de renda e arrecadação futura. É um ciclo positivo que fortalece toda a economia”, concluiu o secretário da Fazenda.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL – O impacto da nova unidade vai além da indústria, com reflexos diretos no desenvolvimento regional. O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou o salto na agregação de valor à produção leiteira no Sudoeste. “Essa é a maior planta de produção de queijos da América Latina e vai muito além disso, com a produção de proteínas do leite e outros produtos de alto valor agregado. Isso transforma completamente a região e cria novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Silva também enfatizou o efeito direto sobre os produtores e municípios. “A bacia leiteira do Sudoeste já representa cerca de 30% da produção do Paraná, e uma estrutura como essa dá segurança para o produtor investir, ampliar a produção e melhorar a renda. É mais dinheiro circulando nas cidades e mais desenvolvimento para a região”, disse.

/AEN - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

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