Estudo da Polícia Federal publicado em revista internacional amplia eficiência na identificação humana
Pesquisa desenvolvida em Foz do Iguaçu combina análises papiloscópica e genética e alcança até 90% de precisão na identificação
Um estudo desenvolvido por uma papiloscopista da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR) foi publicado nesta semana na revista científica Forensic Science International, referência mundial em ciências forenses. A pesquisa apresenta avanços na identificação humana ao combinar análises papiloscópica e genética, elevando significativamente a eficiência dos resultados.
O trabalho foi realizado no âmbito de doutorado da servidora, lotada na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, e investigou a recuperação de perfis genéticos a partir de impressões digitais. O estudo demonstrou que a aplicação da técnica papiloscópica em superfícies como espelhos permite preservar vestígios ao evitar a manipulação direta, possibilitando que cerca de 50% das amostras analisadas gerassem perfis genéticos úteis para identificação.
Na sequência da pesquisa, os resultados indicaram que a integração entre as análises papiloscópica e genética aumentou a eficiência da identificação humana para até 90%. O índice supera de forma significativa os resultados obtidos quando cada técnica é aplicada de maneira isolada, apontando um avanço relevante para investigações forenses.
A pesquisa foi idealizada nos laboratórios da Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e desenvolvida em parceria com o Departamento de Medicina Legal da Universidade de São Paulo. O projeto integra um doutorado fomentado pela Academia Nacional de Polícia, reforçando a cooperação entre instituições de segurança pública e pesquisa acadêmica no desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à investigação criminal.