Polícia Civil conclui inquérito sobre manobras perigosas e motorista sem CNH em Ponta Grossa
Investigação aponta que condutor fez “cavalo de pau” em via movimentada e confessou ação após discussão; caso já virou denúncia na Justiça
A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o caso de exibição de manobras perigosas ao volante registrado na madrugada de 22/03, em Ponta Grossa. O episódio ocorreu por volta de 01h08, quando um veículo VW/Voyage branco foi flagrado realizando derrapagens e o chamado “cavalo de pau” no cruzamento das ruas Balduíno Taques e Julia Wanderley, em meio a intenso fluxo de veículos e pedestres.
As imagens da ação circularam nas redes sociais e geraram repercussão negativa entre moradores. A partir disso, equipes da Divisão de Inteligência da Guarda Civil Municipal e da Polícia Civil iniciaram diligências que levaram à localização do carro, escondido em uma residência no bairro Jardim das Flores. O automóvel estava sem o para-choque dianteiro, o que indicou tentativa de dificultar a identificação.
O motorista, um homem de 28 anos, foi localizado e interrogado durante a investigação. Ele admitiu ser o autor das manobras e alegou ter agido em um momento de fúria após uma discussão com a ex-companheira, proprietária do veículo. O investigado também confirmou que não possui Carteira Nacional de Habilitação.
Com base nas provas reunidas, o delegado responsável pelo caso, Derick Moura Jorge, indiciou o condutor pelos crimes previstos nos artigos 308 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que tratam da participação em exibição de manobra não autorizada com risco à segurança pública e da condução de veículo sem habilitação.
Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil solicitou a busca e apreensão do carro para reforçar a produção de provas. O pedido, no entanto, foi negado pelo Poder Judiciário após manifestação contrária do Ministério Público, que considerou a medida desproporcional, já que o veículo pertence a terceiros e os fatos já estavam documentados em vídeos.
O procedimento investigativo foi finalizado e encaminhado à Justiça. O Ministério Público do Paraná já apresentou denúncia formal contra o investigado, iniciando a fase de responsabilização criminal.