01 de abril de 2026

Cascavel

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Licitação do Hospital Allan Brame Pinho prevê atendimento 100% SUS e início rápido dos serviços em Cascavel; Secretário dá detalhes

A sessão pública de abertura das propostas da licitação nº 13/2026, que trata da cessão onerosa do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho

Foto: Divulgação

O secretário de Saúde de Cascavel, Ali Hassan Haidar, explicou aos vereadores da Comissão de Saúde, nesta quarta-feira (1º), os detalhes sobre a licitação para cessão onerosa do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho. Ele foi convidado para uma reunião extraordinária do colegiado, que tratou também das cirurgias eletivas.

Pela Comissão, participaram os vereadores Edson Souza (MDB), que é o presidente, e Rondinelle Batista (Novo), membro. O secretário Cidão da Telepar (Podemos) tinha agenda externa e foi representado por sua assessoria. A imprensa pôde registrar a maior parte da reunião e fazer perguntas ao secretário e aos vereadores.

Ambulatório, internamento e UTI com implantação imediata

A sessão pública de abertura das propostas da licitação nº 13/2026, que trata da cessão onerosa do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho, será no dia 14 de maio próximo, às 9h. Caso haja uma proposta vencedora e homologada, a empresa ou entidade sem fins lucrativos que assumir a gestão do hospital terá 30 dias, a partir da contratação, para implantar o pronto atendimento e pronto socorro, além dos procedimentos cirúrgicos. Já o atendimento ambulatorial, internamento, UTI, serviços auxiliares e outros deverão ser disponibilizados imediatamente.

Conforme o edital da licitação, o atendimento no Hospital de Retaguarda deverá ser 100% SUS, não haverá fornecimento de mão de obra por parte da Prefeitura e os profissionais atuantes deverão estar em regime de dedicação exclusiva. O prazo do contrato é de dez anos, podendo ser prorrogado uma vez por mais dez anos. O valor total é de R$ 7,8 milhões, com proposta mínima de R$ 65 mil ao mês.

As obras obrigatórias da futura gestão do hospital são: implantação da sala de tomografia em dois anos, revitalização da enfermaria em três anos e da UTI em até cinco anos. Taxas e tarifas, como água, luz, transportes e outras, são por conta da concessionária. Uma Comissão de Acompanhamento vai monitorar a prestação dos serviços e será composta por três membros da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), dois do Conselho Municipal de Saúde e dois da 10ª Regional de Saúde. Há também a previsão de entrega de três salas cirúrgicas por meio do convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (SESA).

“Nessa licitação, o critério de julgamento vai dar peso de 70% para a qualificação técnica e 30% para o preço, ficando desclassificadas as propostas com índice técnico inferior a 60% da pontuação. Essa análise será justamente para que a gente consiga identificar quem tem mais expertise para oferecer a melhor gestão. Não queremos aventureiros, e enviamos até convites para entidades renomadas do Paraná e de outros estados, que já têm casos de sucesso na administração de unidades hospitalares”, explicou Ali Haidar.

Cirurgias eletivas em andamento

Outro ponto de pauta da reunião foi a prestação de contas da execução das cirurgias eletivas em 2025 para redução das filas de espera, além do planejamento para 2026. O secretário Haidar agradeceu aos vereadores pela destinação de emendas impositivas. “Fomos agraciados pelos senhores com os recursos das emendas, que nos permitiram realizar muitas cirurgias e ainda nos dão condições para concluir neste ano”, disse ele.

Na oftalmologia, foram realizadas 2.529 cirurgias em 2025, restando para o corrente ano mais 880 procedimentos, que devem ser concluídos até outubro. Na especialidade de otorrinolaringologia, as cirurgias ainda vão começar, com previsão da realização de 917 procedimentos. O mutirão de cirurgia geral deve realizar agora em 2026, até outubro, 683 cirurgias.

O presidente da Comissão Edson Souza destacou a importância de os vereadores destinarem emendas para a realização das cirurgias. “E o mais importante é a gente entender que isso não interfere com as cirurgias do Estado. Os recursos municipais das nossas emendas são para cirurgias a mais, além das que o Estado já realiza. Então, é para zerar as filas mesmo”, assegurou ele.

Por: SOT/Assessoria CMC - Foto: Divulgação

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