Campanha Vape Zero 2026 vai conscientizar e combater o uso de cigarro eletrônico em Cascavel
A campanha alcançou os objetivos propostos, no que diz respeito ao aumento da informação sobre os riscos do uso contínuo do cigarro eletrônico e à mudança de comportamento.
A campanha Vape Zero, resultado de uma parceria entre os vereadores Hudson Moreschi (Podemos) e Everton Guimarães (Democrata), teve o lançamento de sua segunda edição nesta quarta-feira, 1º de abril, no Plenário da Câmara. Acadêmicos de Medicina e educadores participaram do evento.
Durante a cerimônia, foram entregues certificados aos alunos da FAG e da Unioeste que foram voluntários na primeira edição, realizada em 2025 em 23 estabelecimentos escolares de Ensino Médio, todos da rede estadual. Segundo os vereadores, a campanha alcançou os objetivos propostos, no que diz respeito ao aumento da informação sobre os riscos do uso contínuo do cigarro eletrônico e à mudança de comportamento.
Os dados trazidos ao público são resultado de pesquisa conduzida pelos acadêmicos, com questionários aplicados antes e depois de uma exposição do conteúdo teórico, que aborda a definição dos cigarros eletrônicos, seu funcionamento, os malefícios à saúde, as vantagens da cessação do uso e a resolução de dúvidas frequentes sobre o tema.
Mais informação e mudança de atitude
Entre os 322 estudantes que responderam ao formulário inicial:
● 13% ainda utilizavam cigarros eletrônicos;
● 36,3% já usaram mas não usam mais;
● 50,6% nunca utilizaram.
Em relação à frequência, 48,4% nunca tinham usado e 9% relataram uso diário. O conhecimento inicial era baixo: apenas 19,9% declararam conhecer bem os componentes e 41% os malefícios.
Após a intervenção, com 177 respostas no pós-questionário, observou-se melhora expressiva:
Conhecimento sobre os componentes
● Antes: 19,9% (nota 5);
● Depois: 58,8% - aumento de 38,9 pontos percentuais.
Conhecimento sobre malefícios
● Antes: 41% (nota 5);
● Depois: 71,8% - aumento de 30,8 pontos percentuais.
A percepção de que o cigarro eletrônico é “extremamente perigoso à dependência” aumentou de 65,5% para 79,7% (+14,2 pontos percentuais).
Além disso:
● 61,6% afirmaram que a campanha influenciou de forma efetiva a evitar o uso.
● 53,7% consideraram campanhas educativas extremamente importantes para reduzir o consumo.
Esses indicadores mostram que a campanha atuou não apenas no conhecimento, mas também na mudança de comportamento, algo essencial na prevenção.