07 de abril de 2026

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Núcleos de Cooperação Socioambiental mobilizam cerca de 1.800 participantes no 1º ciclo de encontros de 2026

Iniciativa da Itaipu Binacional e do Itaipu Parquetec percorreu 21 territórios com formações para integrantes dos núcleos e com a juventude

Núcleos de Cooperação Socioambiental mobilizam cerca de 1.800 participantes no 1º ciclo de encontros de 2026
© Video Up/Itaipu Parquetec

Experiências bem-sucedidas em países da Europa, da África e da América Latina serviram de inspiração para pensar soluções nos territórios do Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul. Essa foi a missão de quase 1.400 integrantes dos Núcleos de Cooperação Socioambiental que se reuniram no 1º ciclo de encontros de 2026, finalizado no último dia 25 de março. Os encontros contaram ainda com oficinas de educação midiática para cerca de 400 jovens nesse período.

Entre fevereiro e março, os participantes dos 21 Núcleos analisaram iniciativas inovadoras e refletiram sobre como essas práticas podem ser adaptadas e implementadas em suas realidades locais.

Representando instituições regionais, associações, organizações da sociedade civil e o poder público, os participantes estudaram casos como a corporação basca Mondragón, na Espanha; a transformação urbana de Bogotá, na Colômbia; o programa “Um Milhão de Cisternas”, do Governo do Brasil, entre outros com resultados positivos, a fim de inspirar ações no território.

Elizabete Borges, representante da Cooperativa dos Produtores Familiares de Paiçandu (Coprofap), participou do encontro do Núcleo Setentrião, em Maringá, e destacou a possibilidade de construir soluções coletivas a partir das discussões.

“No encontro, demos mais um passo para ampliar o nosso trabalho como Núcleo. Durante a atividade, discutimos a criação de um banco comunitário de alimentos. Ainda é uma ideia, mas pode aproximar a comunidade do cooperativismo e fortalecer a compreensão sobre a agricultura familiar”, comentou.

“Quando os integrantes dos Núcleos entram em contato com iniciativas que nasceram do coletivo, ampliam o olhar sobre a própria atuação e passam a identificar novas possibilidades para seus territórios. Os encontros criam um ambiente de troca, onde representantes de diferentes instituições compartilham experiências e contribuem com suas próprias visões”, pontua Rosani Borba, gestora do Convênio de Governança Participativa para a Sustentabilidade, pela Itaipu. 

“O que vimos neste primeiro ciclo de 2026 foi um movimento real de articulação nos territórios. Quando diferentes instituições se encontram com propósito, o resultado não fica apenas no campo das ideias. O Itaipu Parquetec atua em parceria para fortalecer esse processo, conectando conhecimento, metodologias e pessoas, para que os Núcleos avancem com soluções construídas coletivamente e alinhadas às realidades locais”, destaca Karina Custódio, gestora do convênio pelo Itaipu Parquetec e gerente de Educação.


Construção coletiva

Os participantes destacaram a importância da integração das atividades dos Núcleos, que incluem a formação de GTs (grupos de trabalho) responsáveis pela sistematização das propostas construídas coletivamente para atuação nos territórios.

A representante da Fundação Colibri — Associação de Familiares e Pessoas Autistas de Laranjeiras do Sul —, Sandra Agnoatto, participa do Núcleo Cantuquiriguaçu desde 2024 e tem contribuído com propostas voltadas ao desenvolvimento regional.

“Fiz um resgate para mostrar que as associações têm muito a ganhar participando dos encontros dos Núcleos. As reuniões são participativas e buscam melhorias para a região da Cantuquiriguaçu, que precisa avançar nos aspectos ambiental, econômico e social”, afirmou.

O educador popular e coordenador-geral do Ponto de Cultura no Sudoeste e Centro-Oeste do Paraná, Ricardo Calegari, destacou o papel do Núcleo ao reunir diferentes entidades.

“A região da Cantuquiriguaçu acabou de enfrentar um tornado em Rio Bonito do Iguaçu, o que evidencia os impactos no cotidiano das pessoas. É fundamental que a sociedade discuta formas de mitigar desastres ambientais, e a Itaipu tem um papel importante ao promover esse diálogo”, ressaltou.


Juventude participativa

Na agenda dos encontros, foi realizada também a segunda edição das formações em Educação Midiática para a Juventude dos territórios. Em 21 oficinas, cerca de 400 jovens aprenderam sobre o uso responsável das plataformas de inteligência artificial e os riscos da desinformação.

Além das atividades teóricas, os participantes produziram vídeos curtos com temáticas definidas pelos próprios grupos, abordando assuntos como meio ambiente, degradação do solo e da água, além do combate às notícias falsas.

“Achei muito inovadora a dinâmica da formação, pois aprendemos sobre o tema e ainda produzimos um vídeo com um resultado bem interessante”, disse Victória Pohl, 18 anos, de Barbosa Ferraz (PR).

“Pude entender como a propagação de notícias falsas cresceu no Brasil com o uso da inteligência artificial. Saio daqui ciente da importância de compartilhar esse tema com as pessoas ao meu redor, porque é fundamental saber o que estamos divulgando e o que está chegando até elas”, afirmou Jovana Ramos, 22 anos, de Maringá.


Sobre os Núcleos

Criados em 2024 no âmbito do programa Itaipu Mais que Energia, os 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental fazem parte de uma iniciativa alinhada às estratégias do Governo do Brasil voltadas ao meio ambiente e à transformação econômica e social. A ação, coordenada em parceria pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec com o programa Governança Participativa para a Sustentabilidade, abrange os 399 municípios do Paraná e 35 do Sul do Mato Grosso do Sul, região prioritária da usina.

Os Núcleos funcionam como espaços de escuta ativa, formação e educação, baseados na metodologia da governança participativa. O objetivo é mobilizar coletivamente as instituições parceiras para melhorar a qualidade de vida e promover um futuro sustentável nas comunidades.

/Luiz Felipe Max - Foto: Video Up/Itaipu Parquetec

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