15 de abril de 2026

Cascavel

Paraná

Polícia Civil indicia idoso por arrastar cão preso a carro em movimento em Ponta Grossa

Caso de maus-tratos ganhou repercussão após vídeo mostrar cachorro sendo forçado a correr por mais de 2 km preso a veículo

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre um caso de maus-tratos a um cão da raça Pastor Alemão em Ponta Grossa e indiciou um homem de 75 anos, apontado como o condutor do veículo no momento em que o animal foi obrigado a acompanhar o carro em movimento, preso por uma corda. O episódio ganhou grande repercussão após a divulgação de vídeos que mostram o cachorro percorrendo mais de dois quilômetros sob sinais de exaustão.

As apurações foram conduzidas pelo 2º Distrito Policial e incluíram o depoimento da pessoa responsável pelas imagens, que relatou que o animal chegou a ser arrastado por alguns metros durante o trajeto. Um segundo homem, identificado como atual proprietário do veículo, também foi ouvido e colaborou com as investigações ao comprovar que adquiriu o automóvel após parte dos fatos registrados, o que ajudou a polícia a identificar o verdadeiro responsável pela condução.

Com base nos elementos reunidos, o suspeito foi indiciado pelo crime de maus-tratos contra animais, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). O relatório final do caso foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as medidas cabíveis. A decisão sobre o destino definitivo do animal ficará a cargo do Poder Judiciário.

Apesar da gravidade das imagens, o cão permanece sob a guarda do tutor. A decisão foi baseada em laudo veterinário clínico e comportamental, que apontou ausência de lesões físicas imediatas, como danos nos coxins ou traumas cervicais, além de indicar boas condições gerais de saúde e manejo atual.

A Polícia Civil reforçou a importância da denúncia de crimes contra animais, recomendando que provas em vídeo sejam encaminhadas diretamente aos órgãos competentes. A instituição também alertou que a divulgação antecipada nas redes sociais pode comprometer investigações, gerar acusações indevidas e resultar em responsabilizações civis e penais.

Por: SOT/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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