01 de maio de 2026

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Paraná planeja aporte de até R$ 350 milhões em fundo contra desastres ambientais

A iniciativa, gerenciada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), visa garantir recursos disponíveis de forma imediata para proteger a população e reduzir...

Paraná planeja aporte de até R$ 350 milhões em fundo contra desastres ambientais
© Roberto Dziura Jr/AEN

O Paraná prevê um aporte de até R$ 350 milhões até 2029 para fortalecer a Reserva de Enfrentamento de Desastres (RED), uma frente do Fundo Estratégico do Paraná (FEPR). A iniciativa, gerenciada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), visa garantir recursos disponíveis de forma imediata para proteger a população e reduzir os impactos sociais, econômicos e estruturais de desastres naturais.

O objetivo é simples: acelerar a resposta do Estado em situações de crise, como no caso do tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025. Desse modo, o Paraná já contaria com uma reserva pronta para atender a população no momento de necessidade.

Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, trata-se de uma mudança estratégica que deixa o Paraná preparado para agir diante de um cenário de emergências climáticas cada vez mais frequentes. “Estamos saindo de uma lógica reativa para uma postura preventiva. Com essa reserva, o Paraná passa a ter capacidade de agir rapidamente diante de desastres, protegendo vidas e reduzindo prejuízos”, destaca.

Atualmente, a Reserva de Desastres é abastecida com 20% dos recursos livres destinados ao Fundo. A expectativa é de que o montante cresça a cada ano, podendo chegar ao teto de R$ 350 milhões até 2029, desde que não seja necessária a utilização do Fundo ao longo do período. A projeção atual indica um crescimento consistente: cerca de R$ 148 milhões disponíveis em 2026, R$ 209 milhões em 2027, R$ 273 milhões em 2028, até atingir o valor máximo previsto.

Caso eventos extremos ocorram, os recursos poderão ser utilizados para ações emergenciais, o que pode impactar o ritmo de crescimento da reserva. No entanto, o modelo prevê revisões periódicas para garantir a sustentabilidade do fundo.

A diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda, explica que o planejamento envolve análise técnica e busca garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma inteligente, fortalecendo a capacidade do Estado de enfrentar eventos extremos. “A proposta é tornar o Paraná mais preparado, com uma estrutura capaz de reagir com agilidade e planejamento a eventos climáticos cada vez mais frequentes”.

MISSÃO BID – Durante missão técnica realizada na Sefa nesta semana, o BID apresentou estratégias que orientam a estruturação e a aplicação dos recursos do Fundo Soberano. As discussões envolveram instrumentos financeiros, modelo de governança e os próximos passos da operação, consolidando diretrizes que vão além de uma única frente do fundo.

Nesse contexto, uma vez atingido o teto de R$ 350 milhões destinado à reserva de desastres, o Paraná poderá direcionar novos recursos para outras áreas estratégicas, mantendo critérios alinhados a padrões internacionais de sustentabilidade.

Entre esses parâmetros estão as diretrizes do Acordo de Paris, que orientam a adoção de práticas voltadas à mitigação dos impactos climáticos, adaptação a riscos e fortalecimento da resiliência. Na prática, isso implica que iniciativas apoiadas pelo fundo, como nos setores de energia, logística e agroindústria, deverão incorporar soluções que reduzam impactos ambientais, aumentem a eficiência e promovam maior adaptação a eventos climáticos, garantindo que o desenvolvimento econômico esteja alinhado à sustentabilidade no longo prazo.

/AEN - Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

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