Audiência pública vai debater prestação de serviços da Copel no dia 21 de maio
A audiência, proposta por todos os vereadores, vai discutir as constantes falhas no abastecimento de energia em Cascavel...
A Câmara de Cascavel convoca toda a população para participar da audiência pública que vai debater a prestação de serviços ofertada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) no dia 21 de maio, às 18h, no plenário da Câmara.
A audiência, proposta por todos os vereadores, vai discutir as constantes falhas no abastecimento de energia em Cascavel, especialmente na zona rural e a proposta de aumento tarifário para 2026.
Quedas constantes
Em relação às quedas de energia, os parlamentares relatam as inúmeras reclamações que têm recebido da comunidade que sofre com prejuízos significativos. No caso de produtores rurais, atingindo diretamente atividades como a pecuária leiteira, avicultura, suinocultura e piscicultura.
Entre os impactos relatados estão a perda de milhares de litros de leite devido à falta de refrigeração, a morte de animais em aviários por falhas em sistemas de ventilação e prejuízos milionários na piscicultura. Um dos casos citados envolve a morte de cerca de 50 toneladas de peixes após queda de energia.
Os vereadores classificam a situação como “cenário de abandono” e cobram investimentos urgentes em infraestrutura para garantir estabilidade no fornecimento. O documento também destaca riscos à população, como a falta de água em residências abastecidas por poços e o perigo enfrentado por pessoas que dependem de equipamentos médicos elétricos.
Reajuste tarifário gera reação política
A Copel apresentou à ANEEL Revisão Tarifária Periódica a ser implementada neste ano. O reajuste médio previsto é de 19,2%, podendo chegar a até 51% em alguns perfis de consumo.
Para os parlamentares, o aumento é desproporcional e fere o princípio da modicidade tarifária, que orienta a prestação de serviços públicos. O texto ressalta que a inflação acumulada no período foi significativamente menor, o que tornaria o reajuste ainda mais oneroso para consumidores e empresas.
A moção também critica a falta de contrapartida em melhorias no sistema elétrico. Segundo os vereadores, a concessionária estaria priorizando lucros e dividendos enquanto mantém uma rede considerada deficiente, transferindo custos ao consumidor.
Os documentos destacam ainda os efeitos em cadeia do aumento da energia elétrica, apontando risco de perda de competitividade da indústria e do agronegócio paranaense, além de possível impacto inflacionário no preço de produtos básicos.