18 de maio de 2026

Cascavel

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MAIO LARANJA | Fórum fortalece atuação integrada no combate à violência contra crianças e adolescentes

Evento reúne profissionais da educação, assistência social, saúde, segurança pública e sociedade civil para debater estratégias de acolhimento, prevenção e denúncia...

Foto: Divulgação

O Teatro Municipal Sefrin Filho recebeu, nesta segunda-feira (18), o XXI Fórum de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o V Seminário de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O encontro foi promovido pela Secretaria Municipal de Educação e pela Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Unioeste e a Rede de Atenção e Proteção Social.

O fórum integra as ações do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, reforçando o compromisso de Cascavel com o fortalecimento das políticas públicas de proteção à infância e adolescência.

Durante o evento, a primeira-dama de Cascavel, Ódina Silva, chamou atenção para a importância da capacitação contínua dos profissionais que convivem diariamente com crianças e adolescentes. “É necessário continuar discutindo esse assunto e levando informação para quem está na linha de frente. O professor, além de ensinar, muitas vezes conquista a confiança da criança e se torna esse ouvido amigo, capaz de perceber o medo, a vergonha e o silêncio. Esse vínculo pode ser decisivo para que a denúncia aconteça”.

Com auditório lotado, a programação contou com palestras, mesas de debate e apresentações culturais, reunindo profissionais da educação, assistência social, segurança pública, Ministério Público, estudantes e representantes de instituições parceiras para discutir caminhos de prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção no município.

Ao longo da programação, especialistas, autoridades e representantes da rede de proteção compartilharam experiências, estudos e estratégias voltadas ao enfrentamento das violências, destacando a importância da atuação integrada entre poder público, instituições e sociedade.

A secretária municipal de Educação, Gislaine Buraki de Andrade, ressaltou o papel fundamental da escola como espaço de escuta, acolhimento e identificação de sinais de violência. “Os nossos professores desenvolvem um papel essencial na preservação e, principalmente, no acolhimento das nossas crianças. O espaço escolar é esse primeiro lugar de escuta, de olhar sensível e atento aos sinais que, muitas vezes, aparecem no silêncio e no comportamento da criança. Então, eles são, de fato, aqueles que farão a diferença na escuta e no acolhimento sensível para que, sem julgamento e com presteza e agilidade, façam o direcionamento ao Conselho Tutelar, à Promotoria e à Rede de Atenção e Proteção Social. Junto às demais instituições que fazem esse acompanhamento, a gente possa construir uma infância diferente, com humanidade, acolhimento e, principalmente, onde as nossas crianças exerçam o direito e o acesso a tudo o que está previsto dentro da legislação brasileira”.

O encontro também trouxe ao debate um dado que acende alerta: em Cascavel, a cada dois dias uma criança é vítima de violência sexual. O número reforça a necessidade de ampliar a conscientização, fortalecer os mecanismos de denúncia e qualificar cada vez mais os profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes. As denúncias são fundamentais e podem ser feitas pelo Dique 100.

A secretária de Assistência Social, Rose Vascelai, enfatizou que discutir o tema de forma aberta é essencial para ampliar a proteção das vítimas e interromper ciclos de violência. “É difícil falar sobre esses números, mas precisamos enfrentar essa realidade. A importância desses encontros é justamente fortalecer a rede, identificar os casos mais rapidamente e garantir que essas crianças tenham a oportunidade de viver uma vida diferente, sem sofrimento”, afirmou.

A integração entre diferentes áreas também foi destacada pela secretária de Cultura e da Mulher e Cidadania, Beth Leal. “Essa discussão reforça a necessidade de união entre poder público e sociedade civil. Precisamos compreender o papel de cada setor e trabalhar de forma integrada para garantir segurança, direitos e proteção às nossas crianças e adolescentes, porque infelizmente, muitos casos acontecem justamente em ambientes onde elas deveriam estar protegidas”.

Por: SOT/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação

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