Câmara de Cascavel reúne lideranças do Oeste para debater crise no fornecimento de energia
A audiência foi conduzida pelo vereador Alécio Espínola e contou com a participação do presidente da Casa de Leis, Tiago Almeida, do vereador Edson Souza, que representou a Acamop...
A Câmara de Cascavel realizou na última quinta-feira (21) uma audiência pública para debater os problemas relacionados ao fornecimento de energia elétrica pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). O encontro reuniu representantes de 12 municípios da região, entidades de classe, lideranças comunitárias, produtores rurais e integrantes da sociedade civil organizada, diante do aumento das reclamações sobre oscilações, quedas frequentes de energia e demora no restabelecimento do serviço.
A audiência foi conduzida pelo vereador Alécio Espínola e contou com a participação do presidente da Casa de Leis, Tiago Almeida, do vereador Edson Souza, que representou a Acamop, dos vereadores Serginho Ribeiro, Fão do Bolsonaro, Carlinhos Oliveira, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Hudson Moreschi, Mauri Schaffer, Rondinelle, Bia Alcantara, Valdecir Alcantara e Dr. Lauri. Também participaram o deputado estadual Arilson Chiorato, o Procon, OAB, da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), lideranças comunitárias e representantes de municípios da região Oeste, como Marechal Cândido Rondon, Missal, Céu Azul, Santa Tereza do Oeste, Campo Bonito, Assis Chateaubriand, Nova Aurora, Ouro Verde do Oeste, Toledo, Corbélia e Iguatu, além de três gerentes da Copel.
Durante os debates, a comunidade apontou como a estrutura da Copel não acompanhou o crescimento econômico e populacional de Cascavel, município que possui o maior PIB do Paraná fora da Região Metropolitana de Curitiba. Representantes de toda a região relataram os mesmos problemas: queda de luz constante, demora no atendimento das equipes da Copel, prejuízo no comércio e agricultura, falta de comunicação prévia sobre interrupções programadas, burocracia no pagamento de indenizações, falta de mapeamento dos consumidores eletrointensivos na zona rural e falta de transparência junto à Aneel, com atualização das métricas de satisfação e aplicação de multas semelhantes às adotadas no setor de telefonia, por exemplo.
Ao final da audiência, foram definidos 14 encaminhamentos considerados prioritários pelas lideranças presentes:
Encaminhamento de notificação à Aneel para adoção de medidas e eventual penalização da Copel;
Estruturação de medidas emergenciais voltadas às regiões Oeste e Sudoeste para os alimentadores rurais;
Criação de equipes específicas para identificação e mapeamento das áreas críticas;
Ampliação do monitoramento da rede com utilização de drones para prevenção e manutenção;
Implantação de canal de atendimento com funcionários capacitados, reduzindo a dependência exclusiva de inteligência artificial;
Campanha de coleta de assinaturas, por meio da Acamop, para projeto de lei de iniciativa popular visando à recompra de ações da Copel pelo Estado do Paraná;
Ampliação do quadro de funcionários para reduzir o tempo de espera no restabelecimento da energia;
Elaboração de moção de apelo ao Governo do Estado pela reestatização da companhia;
Aprovação de moção de repúdio contra o Governo do Paraná pela suposta omissão diante das falhas recorrentes;
Criação de equipe de avaliação de danos para indenização de famílias vulneráveis e pequenos produtores rurais sem exigência de laudo técnico;
Encaminhamento da Carta das Câmaras de Vereadores do Oeste do Paraná solicitando melhorias nos serviços da Copel;
Realização de nova audiência pública com convocação do presidente da Copel para prestar esclarecimentos;
Aplicação de multas pela má prestação do serviço, com recursos revertidos em benefício da população;
Reunião com a Comissão Energética da Câmara Federal.