Cascavel tem 296 casos de violações contra a mulher em 2026, 108% a mais no comparativo com o ano passado
Dados do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) englobam qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima...
Praticamente todos os dias, meses e anos casos de violações contra a mulher vêm à tona e, diante disso, é essencial não apenas apontar os fatos, mas ressaltar a importância de denunciar qualquer crime dessa natureza e dar o devido suporte às vítimas, sobretudo no que tange ao impacto emocional e saúde mental.
Dados baseados em pesquisas do DataSenado, da Rede Observatórios da Segurança e Ministério da Justiça (2025-2026), mostram que a violência contra a mulher no Brasil está em níveis críticos desde o ano passado, com cerca de 12 mulheres sofrendo algum tipo de violência a cada 24 horas e uma média de 4 feminicídios diários.
Segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado do Paraná já registrou em 2026, considerando os meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio, o total de 8.458 casos de violações (Qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima. Ex. Maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher. Desse total, apenas 1.059 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). Na cidade de Cascavel, em 2026, já são 296 casos de violações registrados, crescimento de 108,4% no comparativo com os cinco primeiros meses do ano passado, quando o município teve 142 casos registrados no período.
Para a psicóloga Camila Maders, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unopar, o acolhimento às mulheres vítimas de violência é um aspecto fundamental na luta contra a violência de gênero e no viés de ajudar as mulheres a superarem o trauma e reconstruírem suas vidas.
“Esse acolhimento proporciona um ambiente seguro onde as mulheres podem se sentir protegidas e livres de ameaças. De modo geral, as vítimas de violência vivem em constante medo e insegurança, e um espaço acolhedor pode ser o primeiro passo para a recuperação de problemas como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático”, destaca.
Camila explica, que esse suporte proporciona ainda uma perspectiva sobre como é possível encarar essa dura realidade. “Muitas vítimas de violência não estão cientes de seus direitos ou dos serviços que podem acessar, como abrigos, assistência jurídica e programas de apoio financeiro. Informar e orientar essas mulheres sobre suas opções é essencial para emponderá-las e ajudá-las a tomar decisões informadas sobre seu futuro”, explica.
CANAIS DE DENÚNCIA
No Paraná, A Polícia Civil (PCPR) dedica atenção especial ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual. A mulher vítima de violência, com 18 anos ou mais de idade, pode registrar seu Boletim de Ocorrência pela internet. Conheça o serviço neste link.
Além disso, é possível realizar o BO na Delegacia da PCPR local ou na Delegacia da Mulher, nas cidades que contam com esta especializada. Confira os telefones e endereços das Delegacias da PCPR.