Professores de Cascavel criticam falta de proposta do governo e mantêm indicativo de greve
Categoria cobra reposição de 20,55% do piso do magistério e nova assembleia foi convocada para segunda-feira (15/06)....
A diretoria do Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel (Siprovel) se reuniu na tarde desta terça-feira (09/06) com representantes da administração do prefeito Renato Silva (PL) para discutir as reivindicações da categoria. O encontro ocorreu após a aprovação do indicativo de greve em assembleia realizada no último dia 02/06. Entre as principais demandas estão a recomposição da defasagem salarial de 20,55% do piso do magistério, além de pautas relacionadas à valorização profissional, carreira, condições de trabalho e atendimento da Rede Municipal de Ensino.
Durante a mobilização, professores levaram cartazes com reivindicações e acompanharam a reunião com expectativa por avanços nas negociações.
Segundo a presidente do Siprovel, Gilsiane Peiter, participaram do encontro representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria de Finanças, da Secretaria de Planejamento e integrantes da equipe técnica da administração. O chefe da Casa Civil, Carlos Xavier, também esteve presente. No entanto, o prefeito Renato Silva não participou da reunião, fato que foi criticado pela direção sindical.
De acordo com a dirigente, não houve apresentação de proposta para a reposição dos 20,55% referentes à defasagem acumulada do piso do magistério. A entidade afirma que o índice é resultado de perdas de gestões anteriores, mas considera que a atual administração também possui responsabilidade sobre a questão.
Durante as discussões, o sindicato apontou dificuldades financeiras apresentadas pelo município e destacou a redução da arrecadação proveniente do IPVA após mudanças promovidas pelo Governo do Paraná. Segundo o Siprovel, a diminuição da alíquota sem compensação financeira teria provocado perda estimada em cerca de R$ 3 milhões para Cascavel, com reflexos também nos recursos do Fundeb.
A entidade também voltou a denunciar a falta de profissionais nas unidades de ensino, afirmando que professores e servidores enfrentam sobrecarga e aumento dos afastamentos por questões relacionadas à saúde física e mental.
Outro ponto levantado pelo sindicato foi a situação da educação especial. O Siprovel argumenta que a criação do futuro CETEA 2 não seria suficiente para atender toda a demanda existente, já que ainda há uma fila de aproximadamente 1,5 mil crianças aguardando atendimento especializado.
Diante da ausência de avanços nas negociações, a categoria decidiu manter a mobilização. O sindicato informou que o edital de convocação de uma nova assembleia será publicado nesta quarta-feira (10/06).
A reunião está marcada para segunda-feira (15/06), às 18h em primeira convocação e às 18h30 em segunda convocação. No encontro, os professores deverão definir os próximos passos do movimento e avaliar a possibilidade de deflagração da greve na rede municipal de ensino de Cascavel.
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