14 de junho de 2026

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Tragédia em salto de bungee jump: jovem morre após ser lançada sem corda e seis pessoas acabam presas em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de cerca de 40 metros durante atividade em Limeira (SP); Polícia Civil investiga responsabilidades pelo caso.

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de bungee jump em Limeira (SP), na manhã deste sábado (13/06), mobilizou equipes de resgate e deu início a uma investigação sobre as circunstâncias da tragédia. A jovem, moradora de Jandira (SP), caiu de aproximadamente 40 metros na região da Ponte do Esqueleto e morreu no local.

Segundo informações da Polícia Militar, Maria Eduarda participava de uma atividade promovida por uma empresa privada quando foi lançada da plataforma sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento. Testemunhas relataram aos policiais que o procedimento de segurança teria sido ignorado antes do salto.

Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve o óbito constatado ainda no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Após o acidente, seis pessoas ligadas à organização da atividade foram detidas pela Polícia Militar. A Polícia Civil abriu investigação para apurar eventuais responsabilidades criminais e esclarecer como ocorreu a falha que resultou na morte da jovem.

Além da apuração sobre a atuação da empresa responsável pelo salto, a Prefeitura de Limeira anunciou que irá processar o Governo Federal por suposta omissão em relação à Ponte do Esqueleto. A administração municipal afirma que vinha cobrando, desde o início de 2025, medidas de segurança e controle de acesso para a área, cuja responsabilidade seria dos órgãos federais.

De acordo com a prefeitura, a Câmara Municipal também encaminhou pedidos formais solicitando providências, mas nenhuma medida concreta teria sido adotada. O município informou ainda que dará apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Maria Eduarda era formada em educação física e gestão esportiva e costumava compartilhar nas redes sociais registros de viagens, trilhas e atividades em contato com a natureza. Pouco antes do acidente, a jovem publicou imagens do local onde aconteceria o salto e mostrou detalhes da estrutura da atividade.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação


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