16 de junho de 2026

Cascavel

Paraná

Empresário acusado de causar prejuízo de R$ 20 milhões a produtores rurais do Paraná deixa a prisão após habeas corpus

Celso Antônio Fruet, investigado por 124 casos de estelionato, estava preso desde novembro de 2025 e foi solto no sábado (13).

Foto: Divulgação/PCPR

O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, acusado pelo Ministério Público do Paraná de aplicar golpes milionários contra produtores rurais do Oeste do Estado, foi colocado em liberdade no sábado (13). Preso desde 14/11/2025, após ser capturado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão, Fruet responde a 124 ocorrências de estelionato, sendo 38 contra vítimas idosas. Segundo a acusação, os prejuízos superam R$ 20,3 milhões.

A prisão ocorreu em 14/11/2025, quando o empresário foi localizado em um parque de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. Na época, ele era considerado foragido da Justiça e era procurado pelas autoridades em razão das investigações envolvendo a cerealista da qual era proprietário.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, produtores rurais entregavam grãos, como soja e milho, para armazenamento e comercialização pela empresa. A promessa era de que os agricultores receberiam os valores após a venda da produção, mas os pagamentos não teriam sido realizados.

As investigações apontam que, mesmo após a negociação da cerealista para uma cooperativa, os compromissos assumidos com os produtores permaneceram em aberto. O caso ganhou repercussão em 21/07/2025, quando agricultores procuraram a empresa para retirar os grãos ou receber os valores devidos e encontraram silos, escritórios e equipamentos vazios.

Segundo o Ministério Público, Fruet teria utilizado a credibilidade construída ao longo de quase 30 anos no setor cerealista para conquistar a confiança dos produtores. Entre as estratégias identificadas pelos investigadores estaria a oferta de preços acima da média de mercado para a compra dos grãos, atraindo novos negócios.

A soltura do empresário ocorreu após a concessão de um habeas corpus em 11/06. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Roberto Brzezinnski Neto, que afirmou que a prisão era desnecessária e que a defesa aguarda o julgamento do recurso para sustentar que houve apenas descumprimento contratual, sem configuração de crime. O processo segue em tramitação na Justiça.

Por: SOT/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação/PCPR

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