19 de junho de 2026

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Sanepar tem cinco grandes cidades com as menores taxas de internação por doenças hídricas do país

Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Curitiba, Campo Mourão, Londrina, Maringá e Pinhais têm um índice de 32 internações a cada 100 mil habitantes causadas por diarreia, hepatite A, cólera e

Sanepar tem cinco grandes cidades com as menores taxas de internação por doenças hídricas do país
© Divulgação

Cinco entre as 21 grandes cidades brasileiras com as menores taxas de internação por doenças hídricas evitáveis são paranaenses e atendidas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

O dado é apontado em um recente estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), publicado no início de junho, que mostra que Curitiba, Campo Mourão, Londrina, Maringá e Pinhais estão no seleto grupo de municípios com média de menos de 32 internações registradas a cada 100 mil pessoas causadas por doenças como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide.

O levantamento comprova a importância da busca pela universalização do abastecimento com água tratada e a coleta e tratamento do esgoto com qualidade, objetivo que a Sanepar vem alcançando com êxito, com investimentos e estratégias que são referências nacionais e internacionais.

As cinco grandes cidades paranaenses que estão no grupo das menores taxas de internação por doenças hídricas evitáveis são universalizadas: contam com 100% de oferta de água tratada e mais de 90% de coleta de esgoto (desse percentual, 100% recebem tratamento) nas áreas urbanas.

PROPÓSITO CENTRAL – Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, a pesquisa da Abes reforça, em números, o propósito central da Sanepar: levar saúde à população.

“No Paraná, fazemos muito mais do que saneamento. Ao distribuir água de qualidade e ao coletar e tratar corretamente o esgoto, fazemos uma política pública de saúde permanente, séria e que beneficia diretamente a rotina da população”, destaca Bley.

Além do prejuízo evitável, as internações por essas doenças afastam as pessoas de suas rotinas, com faltas no trabalho e nos estudos, e interrupção de atividades sociais e de lazer, com impacto indireto no desenvolvimento socioeconômico das cidades.

UNIVERSALIZAÇÃO COMO META – A Sanepar atua em 344 municípios do Paraná e em um em Santa Catarina, com o compromisso de chegar à universalização do saneamento em todos até 2029, quatro anos antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.

Para cumprir essa meta, a Sanepar aprovou o seu maior pacote de investimentos da história no saneamento, com R$ 13 bilhões distribuídos até 2030. Desse montante, R$ 2,6 bilhões estão sendo desembolsados este ano em obras de ampliação da rede e tratamento de água e esgoto em todo o Paraná.

OUTROS DESTAQUES – Entre as cidades com até 100 mil habitantes (médio e pequeno porte, para o estudo), os impactos dos investimentos em saneamento para a saúde são ainda mais urgentes.

O índice entre aquelas com melhor saneamento é de 84 internações a cada 100 mil habitantes. Neste grupo, o estudo enquadrou outras cidades atendidas pela Sanepar: Matinhos e Porecatu. Já aquelas que engatinham no abastecimento de água e tratamento de esgoto no saneamento amargam um índice de 198,85 internações a cada 100 mil habitantes.

“Esses dados evidenciam que o investimento em saneamento não é apenas uma obrigação legal ou regulatória, mas uma das intervenções de saúde pública com maior retorno social para a população”, concluem os pesquisadores no estudo da Abes.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação


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