Polícia Civil prende na Bahia suspeito de explorar crianças pela internet após investigação iniciada no Paraná
Operação da PCPR com apoio da Polícia Civil da Bahia cumpriu mandados contra investigado por aliciamento e exploração sexual cibernética de crianças.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI) da Polícia Civil da Bahia (PCBA), prendeu preventivamente um jovem de 21 anos investigado por uma série de crimes de exploração sexual cibernética infantil. A operação foi realizada na residência do suspeito, no município de Teolândia, na Bahia, onde também foi cumprido mandado de busca e apreensão.
Durante a ação, que ocorreu sem resistência ou intercorrências, os policiais apreenderam um aparelho celular, um console PlayStation 4 (PS4) e dois pendrives. Todo o material será submetido à perícia técnica para extração de provas digitais, que poderão reforçar as investigações e identificar possíveis novas vítimas.
As investigações são conduzidas pela Delegacia da Polícia Civil de Arapoti, no Paraná, e tiveram início no fim de outubro de 2025. O caso começou após a mãe de uma menina de 10 anos perceber que a filha utilizava o celular durante a madrugada. Ao verificar o aparelho, a mulher constatou que a criança estava sendo aliciada por meio do perfil "@zurris2023" no Instagram, após um primeiro contato ocorrido na plataforma de jogos online Roblox.
A apuração revelou que o investigado utilizava a internet para abordar crianças de diferentes localidades, aproveitando-se do anonimato proporcionado pelas plataformas digitais. Segundo a Polícia Civil, ele se passava por adolescentes de 13 ou 15 anos para conquistar a confiança de meninas, em sua maioria com cerca de 12 anos de idade.
Após estabelecer um falso vínculo de confiança, o investigado passava a exigir o envio de fotos íntimas da criança de roupa íntima, enviava imagens de sua própria genitália e dava ordens expressas para que as vítimas apagassem as mensagens, visando ocultar os abusos dos pais.
O inquérito policial já identificou o envolvimento de outras menores assediadas, algumas das quais chegaram a ser induzidas a produzir vídeos explícitos, material que acabou sendo armazenado pelo suspeito. Com a prisão efetivada, o indivíduo responderá legalmente por aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, satisfação de lascívia mediante presença de criança, produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.