25 de julho de 2026

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Polícia Civil prende na Bahia suspeito de explorar crianças pela internet após investigação iniciada no Paraná


A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI) da Polícia Civil da Bahia (PCBA), prendeu preventivamente um jovem de 21 anos investigado por uma série de crimes de exploração sexual cibernética infantil. A operação foi realizada na residência do suspeito, no município de Teolândia, na Bahia, onde também foi cumprido mandado de busca e apreensão.

Durante a ação, que ocorreu sem resistência ou intercorrências, os policiais apreenderam um aparelho celular, um console PlayStation 4 (PS4) e dois pendrives. Todo o material será submetido à perícia técnica para extração de provas digitais, que poderão reforçar as investigações e identificar possíveis novas vítimas.

As investigações são conduzidas pela Delegacia da Polícia Civil de Arapoti, no Paraná, e tiveram início no fim de outubro de 2025. O caso começou após a mãe de uma menina de 10 anos perceber que a filha utilizava o celular durante a madrugada. Ao verificar o aparelho, a mulher constatou que a criança estava sendo aliciada por meio do perfil "@zurris2023" no Instagram, após um primeiro contato ocorrido na plataforma de jogos online Roblox.

A apuração revelou que o investigado utilizava a internet para abordar crianças de diferentes localidades, aproveitando-se do anonimato proporcionado pelas plataformas digitais. Segundo a Polícia Civil, ele se passava por adolescentes de 13 ou 15 anos para conquistar a confiança de meninas, em sua maioria com cerca de 12 anos de idade.

Após estabelecer um falso vínculo de confiança, o investigado passava a exigir o envio de fotos íntimas da criança de roupa íntima, enviava imagens de sua própria genitália e dava ordens expressas para que as vítimas apagassem as mensagens, visando ocultar os abusos dos pais.

O inquérito policial já identificou o envolvimento de outras menores assediadas, algumas das quais chegaram a ser induzidas a produzir vídeos explícitos, material que acabou sendo armazenado pelo suspeito. Com a prisão efetivada, o indivíduo responderá legalmente por aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, satisfação de lascívia mediante presença de criança, produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação/PCPR