23 de julho de 2026

Cascavel

Fale conosco
Cascavel

Câmeras de segurança registram momentos antes e depois da morte da escrivã da PF em Cascavel; marido é réu por feminicídio

Imagens e áudios captados por câmeras instaladas na residência onde a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty morreu tornaram-se peça central da investigação que apura o caso em Cascavel....

Câmeras de segurança registram momentos antes e depois da morte da escrivã da PF em Cascavel; marido é réu por feminicídio
© Divulgação

Cascavel (PR) — As gravações feitas pelo sistema de segurança da casa onde Vanessa Marty foi encontrada morta passaram a compor o principal conjunto de provas analisado pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pela assistência de acusação no processo que apura a morte da escrivã da Polícia Federal.

De acordo com o que foi apurado, as câmeras flagraram a chegada de Vanessa e do marido, Júlio César Waltemann, à residência, já em meio a uma discussão entre os dois. Pouco depois, o áudio capta o som de um disparo de arma de fogo.

Segue-se um intervalo de vários minutos de silêncio, até que as gravações registram Júlio gritando: "Meu Deus, Vanessa, o que que você fez… mas que merda que você fez."

Na sequência, ainda segundo o material, ele aparece fazendo ligações — uma delas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) — e relatando o ocorrido a outras pessoas.

As imagens mostram que, depois dos telefonemas, Júlio sai da casa e passa a aguardar na parte da frente do imóvel. Em um determinado momento, uma viatura da Polícia Militar trafega pela rua, mas ele não faz nenhum gesto para chamar a atenção da guarnição, que segue o patrulhamento normalmente.

Pouco depois, uma equipe do Corpo de Bombeiros chega ao local. Desta vez, Júlio sinaliza para os socorristas, que entram na residência para prestar atendimento — mas Vanessa já estava morta.

A Polícia Civil concluiu o inquérito pelo indiciamento de Júlio César Waltemann, entendimento acompanhado pelo Ministério Público, que ofereceu denúncia à Justiça por suspeita de feminicídio. Ele permanece preso preventivamente.

A defesa do investigado sustenta linha de investigação diversa, apontando para a hipótese de suicídio — tese que deverá ser debatida ao longo da instrução processual.

Com a denúncia já recebida pelo Poder Judiciário, o processo entra agora na fase de produção de provas. Ao final da instrução, caberá à Justiça decidir se o acusado será pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri, órgão responsável por julgar os crimes dolosos contra a vida.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação


Mais Lidas